Leniel Borel: Juíza usou feminismo para perdoar Monique
Brasília, Quinta, 09 de julho de 2026
Política

Leniel Borel no ALive: Juíza usou feminismo para perdoar Monique

"Se a gente trouxer para o Judiciário a pauta de gênero, [...] nós estamos indo para um país muito perigoso".

Leniel Borel no ALive: Juíza usou feminismo para absolver Monique
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Em entrevista ao programa ALive desta quinta-feira (09), o vereador do Rio Leniel Borel (PP) criticou a decisão da juíza que concedeu perdão judicial à sua ex-esposa e mãe de seu filho, o menino Henry Borel, Monique Medeiros. Henry foi assassinado pelo padrasto, o ex-vereador Jairinho, em 8 de março de 2021, poucos dias antes de completar 5 anos.

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Segundo Leniel, a magistrada “trouxe uma pauta ideológica” ao julgamento. Elizabeth Machado Louro concedeu o perdão judicial a Monique sob a justificativa de que ela foi vítima de um “massacre” e de misoginia na internet, além de já ter sofrido o suficiente com a perda da criança.

Para o vereador, foi um “absurdo muito grande” ver a juíza “dando um perdão judicial para uma homicida de criança”. Disse ainda que é importante relembrar que Monique foi, antes de ser perdoada, condenada por omissão por “tudo que ela fez ali com relação ao homicídio quanto em relação às torturas” que Henry sofria.

“No final nós vimos ali uma juíza tendenciosa, parcial conduzindo o júri da forma que ela bem entendeu para levar ao homicídio culposo e tirar do doloso”, afirmou. “E por fim, ainda muito pior, é fundamentar… ela não só falou, ela não só verbalizou ou trouxe uma opinião. Ela fundamentou no processo com uma pauta ideológica de gênero”.

Segundo ele, a pauta feminista é “idônea”, e as mulheres “lutaram muito por direitos”, mas a juíza usou a pauta para defender que Monique “merecia o perdão apenas por ela ser a mulher”: “Quer dizer, num processo como esse de homicídio contra criança, se tivesse ali um homem… diferente de uma mulher, ele teria uma outra pena”.

“Jairo foi condenado por ela e já entrou naquele júri condenado e a Monique já entrou naquele júri, na cabeça da juíza, para lhe conceder o perdão judicial e foi conduzido [o julgamento] dessa forma”, salientou Leniel.

De acordo com ele, a magistrada, durante os dias do julgamento do júri, foi conversando com os jurados sobre “ideologia de gênero” para tentar convencer os participantes a, no final, transformarem “o homicídio doloso em culposo”. Mesmo assim, quando Monique acabou condenada por dolo, a magistrada interveio e fez uma “quesitação” para atingir seu objetivo.

Os jurados decidiram desclassificar a conduta da mãe, Monique Medeiros, de homicídio doloso para homicídio culposo, o que permitiu à juíza conceder o perdão judicial. O Ministério Público e a acusação contestam a votação, apontando que os jurados inicialmente reconheceram a responsabilidade da mãe por dolo antes da reformulação da pergunta.

O vereador do Rio e o Ministério Público recorreram logo após a decisão de Elizabeth e aguardam para apresentar os motivos pelos quais são contra o perdão.

Leniel disse ainda que “luta todo dia por justiça” para “milhões de crianças que são vítimas todos os dias” e que “gênero não é salvo-conduto para cometer crimes”: “Se a gente trouxer para o Judiciário a pauta de gênero, […] nós estamos indo para um país muito perigoso”.

Leniel Borel no ALive: Juíza usou feminismo para absolver Monique
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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