O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, criticou nesta terça-feira (8) a proposta de redução da jornada de trabalho articulada pelo governo Lula. Durante evento promovido pela CNC, em Brasília, Caiado afirmou que a medida tem objetivo eleitoral e desconsidera os impactos econômicos para empresas.
“Não se importa se vai quebrar, é secundário. Ele quer ganhar eleição. Ponto final.”
O governador disse que mudanças no modelo atual exigiriam planejamento e adaptação por parte do setor produtivo. Segundo ele, a discussão ocorre em um momento de desaceleração econômica e aumento dos custos para empresários.
Caiado voltou a criticar o PT e afirmou que o partido foi complacente com organizações criminosas e movimentos de invasão de terras.
Segundo ele, a eleição presidencial de 2026 exigirá um debate sobre autoridade moral, responsabilidade fiscal e capacidade de condução da economia.
“Essa eleição não será apenas para escolher um presidente da República. Será para saber quem tem autoridade moral para conduzir o país.”
Crítica a Flávio Bolsonaro sobre tarifas
Ao comentar a política comercial entre Brasil e Estados Unidos, Caiado também fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro. O governador classificou como “inaceitável” a defesa de um adiamento das tarifas norte-americanas para depois das eleições brasileiras.
“Com todo respeito ao Flávio, dizer que adie a tarifação para depois da eleição é inaceitável.”
Para Caiado, o episódio demonstra falhas na condução da política externa brasileira. Ele defendeu maior protagonismo do Ministério das Relações Exteriores e criticou o que chamou de influência ideológica na diplomacia.
“O Itamaraty precisa deixar o lado ideológico de lado e pensar exatamente no Estado brasileiro, e não no governo brasileiro.”
Economia e comparação com Dilma II
Durante o discurso, Caiado afirmou que o Brasil corre o risco de repetir um cenário semelhante ao vivido no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.
“Esse cenário sinalizado para 2027 nós já assistimos. Quem não lembra da Dilma II?”
Ele citou desemprego, juros elevados, inflação e dificuldades enfrentadas por empresas naquele período. Em seguida, comparou a situação ao governo do ex-presidente Michel Temer, que, segundo ele, recuperou a confiança do mercado
Segurança pública
Na área da segurança, Caiado afirmou que o narcotráfico ampliou sua influência sobre diferentes setores da sociedade.
“O narcotráfico entrou na política, entrou no mercado formal… entrou em todos os níveis do poder.”
O governador também destacou a política de segurança adotada em Goiás e afirmou que o crime organizado não domina áreas do estado.
“Em Goiás, bandido não se cria.”
