O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes defendeu, nesta terça-feira (7), a permanência de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo FIFA de 2026. Em publicação nas redes sociais, o magistrado afirmou que a continuidade do treinador representa um ponto de partida para a reconstrução da equipe visando o Mundial de 2030.
“Encerrada nossa participação na Copa de 2026, fica a gratidão. Uma Copa do Mundo se constrói ao longo de anos, com disciplina e a enorme responsabilidade de todos que vestem a camisa verde e amarela. Agora, rumo a 2030, começa um novo ciclo. A permanência de Carlo Ancelotti à frente da equipe dá solidez a esse recomeço, e a Seleção que se renova encontrará no torcedor, uma vez mais, a sua maior força”, escreveu.
Na publicação, Gilmar também agradeceu nominalmente aos atletas convocados para o Mundial e elogiou a comissão técnica comandada por Ancelotti.
O ministro reservou uma homenagem especial ao atacante Neymar, que disputou sua quarta Copa do Mundo.
“Aos mais experientes, o reconhecimento pela liderança e pelo exemplo. E a Neymar, uma justa homenagem à sua trajetória: ao representar o Brasil em quatro Copas do Mundo (2014, 2018, 2022 e 2026), nos emocionou com seu talento, categoria e gols que marcaram época. Minha gratidão por tudo o que representa para o nosso futebol, e a certeza de que seguirá encantando torcedores em todo o mundo”, afirmou.
Nota da comunidade
A publicação de Gilmar Mendes no X recebeu uma nota da comunidade informando que o ministro “não mencionou, mas ele próprio e o filho têm grande influência na CBF”.
O contexto citado na nota faz referência à atuação de Francisco Schertel Mendes, diretor-geral do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e apontado como um dos nomes de maior influência nos bastidores do futebol brasileiro, apesar de não ocupar cargo formal na Confederação Brasileira de Futebol.
Desde 2023, o IDP mantém uma parceria com a CBF para a gestão da CBF Academy, braço educacional da entidade. À época da assinatura do contrato, Francisco Mendes afirmou que a iniciativa buscava ampliar a profissionalização do futebol brasileiro.
Gilmar Mendes já declarou anteriormente que não vê conflito de interesses na relação entre o instituto e a CBF.
