Senado amplia validade de MP dos subsídios aos combustíveis por 60 dias
Brasília, Terça, 07 de julho de 2026
Política

Senado amplia validade de MP dos subsídios aos combustíveis por 60 dias

Prorrogação mantém instrumento para o governo alterar incentivos enquanto texto segue em análise no Congresso

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A prorrogação da Medida Provisória nº 1.358/2026, que autoriza subsídios a produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo, foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (6). O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), assinou o ato que estende a vigência da medida por mais 60 dias.

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A medida mantém o instrumento legal para que o governo federal continue concedendo ou ajustando subvenções econômicas ao setor enquanto a proposta aguarda análise da Câmara dos Deputados e do Senado.

A extensão da vigência segue o § 7º do artigo 62 da Constituição, que determina a prorrogação automática de medidas provisórias que não forem votadas pelo Congresso dentro do prazo inicial.

Editada em 13 de maio de 2026, a MP foi apresentada pelo governo após a alta dos preços internacionais da energia provocada pelo conflito no Oriente Médio. Segundo o Executivo, o objetivo foi viabilizar o pagamento de subsídios para reduzir o impacto do aumento dos combustíveis sobre consumidores e empresas e preservar a estabilidade dos preços no mercado interno.

O texto também promove alterações na Medida Provisória nº 1.355/2026, publicada no início de maio.

A prorrogação ocorre dias após o Ministério da Fazenda anunciar o início da retirada gradual dos incentivos. Em 30 de junho, a equipe econômica informou que encerraria, a partir de 1º de julho, a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel.

O governo também declarou que poderá reduzir outros benefícios caso as condições do mercado internacional permaneçam favoráveis. De acordo com a equipe econômica, a decisão foi motivada pela queda das cotações do petróleo após a redução das tensões no Oriente Médio.

Segundo o governo, a continuidade ou a redução das demais subvenções dependerá da evolução dos preços internacionais e da necessidade de manter a estabilidade dos preços ao consumidor.

Mesmo com a retirada gradual de parte dos incentivos, a prorrogação mantém em vigor o mecanismo que permite ao governo realizar novos ajustes nas subvenções durante o período de validade da medida provisória.

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