Embaixada brasileira acompanha audiência nos EUA tarifaço
Brasília, Segunda, 06 de julho de 2026
Mundo

Governo Lula desiste de participar de debates sobre tarifaço

Embaixada do Brasil em Washington participará da audiência apenas como observadora

Representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Foto: Saul Loeb / AFP

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A Embaixada do Brasil em Washington enviou representantes para acompanhar, na condição de observadores, a audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que discute a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A sessão teve início nesta segunda-feira (6), na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos.

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Embora diplomatas brasileiros estejam presentes, o governo do presidente Lula (PT) optou por não participar dos debates. Os representantes da embaixada acompanham as discussões sem direito a fala, mantendo a estratégia do Palácio do Planalto de priorizar negociações diretas com o USTR.

A última reunião entre autoridades brasileiras e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, ocorreu na quinta-feira (2), e a decisão final sobre a tarifa é esperada até 15 de julho.

Enquanto o governo brasileiro permanece apenas como observador, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, será um dos brasileiros que participarão da audiência. O parlamentar viajou a Washington para falar no segundo dia do evento, nesta terça-feira (7), quando terá cinco minutos para apresentar sua manifestação ao comitê responsável pela análise da medida.

Antes da viagem, Flávio protocolou um documento junto ao USTR no qual pede que os Estados Unidos suspendam a proposta de sobretaxa e abram uma negociação bilateral com o Brasil. No texto, o senador afirma ser contrário à taxação e sustenta que a medida prejudicaria produtores, empresas e consumidores dos dois países, além de não resolver as questões apontadas pela investigação comercial americana.

O parlamentar também propõe que a decisão seja adiada por 180 dias, argumentando que as eleições presidenciais brasileiras, marcadas para outubro, podem alterar o cenário político e facilitar uma solução negociada.

A audiência é vista pelo setor produtivo brasileiro como a principal oportunidade para tentar convencer o governo americano a rever ou reduzir a tarifa proposta. Além de Flávio, representantes da indústria e do agronegócio também apresentarão argumentos ao USTR.

Entre os inscritos estão a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), a Sociedade Rural Brasileira, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Câmara Americana de Comércio (AmCham) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Cada expositor terá cinco minutos para apresentar um resumo de sua posição e poderá responder a perguntas dos integrantes do comitê.

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