PGR pede para Flávio Bolsonaro ser ouvido pela PF
Brasília, Segunda, 06 de julho de 2026
Justiça

PGR pede para Flávio Bolsonaro ser ouvido pela PF

Gonet solicita que senador seja ouvido antes de definir denúncia ou arquivamento do inquérito

Pesquisa Paraná Pesquisas mostra Lula atrás de Flávio Bolsonaro, Tarcísio e Ratinho Jr. no 2º turno em SP. Governo federal tem 54,7% de desaprovação no estado

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a Polícia Federal ouça o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) antes de decidir se apresenta denúncia ou solicita o arquivamento do inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Lula.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O pedido foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, após o envio do relatório final da Polícia Federal ao STF. No documento, a corporação concluiu que, em tese, o senador cometeu o crime de calúnia ao associar o presidente a crimes como tráfico internacional de drogas e armas e lavagem de dinheiro.

A investigação tem como base uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro de 2026, após a prisão do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.

Na publicação, Flávio escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Segundo o relatório da Polícia Federal, ao afirmar que Lula “será delatado” e, em seguida, relacionar uma série de crimes, o senador atribuiu falsamente ao presidente a prática dessas condutas. A investigação também concluiu não haver dúvidas sobre a autoria da publicação.

Apesar da conclusão da PF, a PGR entendeu que a oitiva do senador deve ocorrer antes da definição sobre eventual denúncia. De acordo com Paulo Gonet, a diligência é necessária diante da possibilidade de retratação prevista no Código Penal para os crimes de calúnia e difamação.

A legislação estabelece que o investigado pode ficar isento de pena caso se retrate antes da sentença. Quando a manifestação ocorre por meio de veículo de comunicação ou rede social, a retratação pode ser feita pelo mesmo canal utilizado na publicação.

Após a manifestação da PGR, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se o inquérito retornará à Polícia Federal para a realização da oitiva. Concluída essa etapa, a Procuradoria deverá se manifestar novamente sobre o caso.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade