O mercado financeiro voltou a revisar para baixo a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano, que passou de 5,33% para 5,30%, de acordo com o boletim Focus divulgado nesta manhã (06) pelo Banco Central (BC). O relatório consolida projeções de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à publicação.
Mesmo com a leve queda, o cenário continua pressionado. A inflação projetada segue acima do teto da meta estabelecida pelo BC. O objetivo central é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o que mantém o indicador fora do intervalo considerado adequado.
A redução interrompe uma sequência de 16 semanas consecutivas de alta nas estimativas, mas não altera a leitura de que a inflação permanece resiliente e acima do patamar de convergência para a meta.
Para 2027, o mercado voltou a ajustar levemente a projeção, que subiu de 4,17% para 4,18%. Já as estimativas para 2028 e 2029 permaneceram inalteradas em 3,7% e 3,5%, respectivamente.
No campo dos juros, os analistas mantiveram a previsão da taxa Selic em 14% para 2026. O nível indica expectativa de redução em relação à taxa atual de 14,25%, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 17 de junho. A próxima reunião do colegiado está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.
Para 2027, a projeção da Selic segue em 12% ao ano. As estimativas para 2028 e 2029 também não foram alteradas, permanecendo em 10,5% e 10% ao ano.
Em relação à atividade econômica, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) continuou em 1,99% para este ano. Para 2027, houve leve ajuste de 1,68% para 1,69%. As projeções para 2028 e 2029 seguem estáveis em 2% para ambos os períodos.
No câmbio, o boletim Focus manteve as estimativas do dólar em R$ 5,20 para 2026. As projeções também não sofreram alterações para os anos seguintes, permanecendo em R$ 5,58 em 2027, R$ 5,35 em 2028 e R$ 5,40 em 2029.
