Flávio: Lula quer tarifaço dos EUA para ter ganho político
Brasília, Segunda, 06 de julho de 2026
Política

Flávio: Lula quer tarifaço dos EUA para ter ganho político

Flávio: Lula quer tarifaço dos EUA para ter ganho político
Foto: Reprodução

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Por Redação

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar Lula (PT) e afirmou que o petista é o “único no mundo” interessado na tarifa de 25% proposta pelos EUA para produtos brasileiros. A declaração foi feita ontem (05), durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais ao lado do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

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Flávio está em Washington, onde participa da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre a proposta de novas tarifas contra o Brasil. O encontro integra a investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA e antecede a decisão final sobre as medidas, prevista para 15 de julho.

“O presidente da República simplesmente lavou as mãos e ele é o único no mundo que quer essa tarifação para as empresas brasileiras porque ele acha que vai ter algum retorno político. Todos os itens que estão sendo levados em consideração para saber se vão colocar a tarifa ou não, entre eles, é a corrupção. E sabemos que o governo não combate a corrupção”, afirmou.

A audiência reúne representantes dos setores produtivos brasileiro e americano para apresentar argumentos técnicos sobre a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O cronograma prevê 14 painéis, distribuídos entre segunda e terça-feira.

Cada participante dispõe de cinco minutos para apresentar um resumo executivo em defesa do setor que representa, além de responder a questionamentos feitos pelo USTR.

Além de Flávio, que se posicionará contra o tarifaço, participam representantes da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), importadores, distribuidores, federações, câmaras de comércio, consultorias e outras entidades ligadas aos segmentos afetados.

A audiência encerra a fase de consulta pública conduzida pelo USTR. Os pedidos de participação terminaram em 22 de junho, e o prazo para envio de manifestações por escrito foi encerrado em 1º de julho.

A investigação americana sustenta que práticas adotadas pelo Brasil podem justificar a aplicação das tarifas. Entre os pontos citados estão políticas relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, acordos comerciais preferenciais, acesso ao mercado de etanol, combate ao desmatamento ilegal, medidas anticorrupção e proteção da propriedade intelectual.

O governo dos EUA também menciona decisões judiciais brasileiras envolvendo redes sociais e aspectos do regime tributário aplicado em acordos internacionais.

O documento prevê exceções para produtos classificados como de “segurança nacional”, como carne bovina, café, frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos.

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