Celina: que Bolsonaro não autorizou vídeo contra Flávio
Brasília, Sexta, 03 de julho de 2026
Política

Aliada de Michelle, Celina confirma que Bolsonaro não autorizou vídeo contra Flávio

Declaração confirma informação publicada em primeira mão por este site

Celina Leão e Michelle Bolsonaro
Foto: Gabriela Matias/ Republicanos

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), confirmou nesta sexta-feira (3) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teve conhecimento prévio do conteúdo do vídeo divulgado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), no qual ela acusa o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de tê-la “desrespeitado” e “humilhado”.

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A declaração foi dada durante entrevista à GloboNews e confirma a informação publicada em primeira mão pelo Portal Claudio Dantas. Na ocasião, este site revelou que Bolsonaro não havia autorizado a gravação e que eram falsas as versões difundidas por aliados de Michelle de que o ex-presidente teria sido consultado e concordado com a divulgação do material.

Segundo Celina, Michelle apenas informou ao marido que gravaria um vídeo sobre os acontecimentos envolvendo o Ceará, sem detalhar o teor da manifestação.

“Ela chegou a comentar que iria gravar um vídeo. Falou para o Jair, mas não falou o conteúdo. Disse apenas: ‘Vou gravar um vídeo sobre o Ceará, explicando um pouco do Ceará’. Ele não sabia o conteúdo”, afirmou a governadora.

ASSISTA AO VÍDEO:

Aliada da ex-primeira-dama, Celina também negou que Michelle tivesse a intenção de enfraquecer a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

“Não teve em nenhum momento vontade de destruir a candidatura do pré-candidato Flávio. Ela é casada com o presidente Bolsonaro. A candidatura do Flávio foi aprovada pelo presidente Bolsonaro. Jamais teria a anuência do presidente Bolsonaro com uma situação como essa”, declarou.

Segundo a governadora, Michelle decidiu gravar o vídeo para explicar por que ainda não havia ingressado efetivamente na campanha do enteado e relatar o desgaste provocado pelas divergências sobre as articulações do PL no Ceará.

“Ela quis fazer um desabafo contando por que ainda não tinha entrado 100% na campanha do Flávio. Talvez esse tenha sido o erro. Foi um desabafo muito emocional”, disse.

Confirmação

Após a divulgação dos vídeos, o Portal Claudio Dantas revelou, com base em interlocutores próximos ao ex-presidente, que Bolsonaro não havia autorizado a publicação nem conhecia o conteúdo que seria divulgado.

Na mesma reportagem, fontes relataram que Michelle passou o dia recolhida preparando-se para conversar com o marido, enquanto aliados tentavam conter a crise no PL. A apuração também indicou que a palavra final sobre os desdobramentos do episódio caberia ao ex-presidente.

Posteriormente, este site também revelou que Bolsonaro orientou Michelle a desistir da disputa pelo Senado no Distrito Federal após a repercussão da crise, além de antecipar seu afastamento da presidência do PL Mulher, decisão comunicada posteriormente ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.

Apelo por pacificação

Durante a entrevista, Celina reconheceu que o episódio provocou desgaste dentro da direita e defendeu uma reaproximação entre Michelle e Flávio.

“O que deveria ter acontecido depois daquilo? Buscar, dar um abraço e dizer: ‘Eu errei, eu te magoei, em algum momento eu não te escutei’. É difícil fazer isso? É muito complicado dar um passo atrás”, afirmou.

Ela avaliou que o maior prejuízo foi a divisão criada dentro do próprio campo político.

“O conteúdo acabou gerando repercussão dentro da nossa própria base, criou divisões e isso foi muito ruim para a campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Agora é um momento de cautela e de buscar um apaziguamento para que a candidatura chegue com força total”, concluiu.

Entenda a crise

O atrito ganhou dimensão nacional após Michelle publicar, em 24 de junho, dois vídeos nas redes sociais afirmando que foi “apunhalada”, “desrespeitada” e “humilhada” por Flávio Bolsonaro durante uma discussão relacionada às articulações do PL no Ceará.

Segundo a ex-primeira-dama, o senador afirmou que ela deveria ficar fora das decisões do partido e que “não entendia nada de política”, episódio que motivou seu afastamento da campanha presidencial.

Após a repercussão, Flávio divulgou um pedido público de desculpas, afirmando que jamais teve a intenção de ofendê-la, além de reiterar a defesa da união do grupo político para as eleições deste ano.

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