Jerônimo descarta afastar enteado de Jaques Wagner citado pela PF: "Não há motivo"
Brasília, Segunda, 29 de junho de 2026
Saúde

Jerônimo descarta afastar enteado de Jaques Wagner citado pela PF: “Não há motivo”

Governador da Bahia afirma que Eduardo Sodré Martins permanecerá no cargo

Jerônimo Rodrigues
Jerônimo Rodrigues. Foto: Divulgação.

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Por Redação

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta segunda-feira (29) que não pretende afastar o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré Martins, apesar de o auxiliar ter sido citado na investigação da Polícia Federal (PF) sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.

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Durante agenda pública, Jerônimo afirmou que não vê justificativa para uma exoneração neste momento e defendeu que qualquer medida desse tipo deve estar amparada por provas ou por uma decisão formal das autoridades.

“De forma nenhuma nós vamos fazer afastamento sem qualquer tipo de motivação concreta e provas. Eduardo é advogado, está se defendendo, dele e da família, minha solidariedade. Não há um script de qualquer afastamento de nenhum secretário. O motivo de estar acontecendo denúncias ou qualquer tipo de objeto, não há julgamento para que a gente possa definir ou determinar a saída de qualquer secretário”, declarou.

Eduardo Sodré foi citado na 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio relacionadas ao Banco Master. O secretário é enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), que também foi alvo da operação.

Segundo a investigação, Sodré aparece como gestor da BN Financeira, empresa mencionada no inquérito por movimentações financeiras consideradas suspeitas. Documentos reunidos pela PF apontam que a companhia recebeu R$ 3,5 milhões, em outubro de 2025, da PKL One Participações S.A.

Os investigadores também afirmam que o secretário teria feito cobranças a um gestor ligado ao banco. Em uma das mensagens anexadas ao inquérito, ele teria escrito: “Amanhã vence os boletos e são altos.”

A Polícia Federal ainda aponta a existência de pagamentos superiores a R$ 2,3 milhões realizados por meio de estruturas societárias que, segundo a investigação, poderiam dificultar a identificação dos reais destinatários dos recursos.

Até o momento, Eduardo Sodré Martins não se pronunciou publicamente sobre as suspeitas. Já o senador Jaques Wagner negou qualquer participação em irregularidades e afirmou ser inocente em relação aos fatos investigados.

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