"Está cheio de nego maluco no mundo", diz Lula ao criticar Trump
Brasília, Sexta, 26 de junho de 2026
Política

“Está cheio de nego maluco no mundo”, diz Lula ao criticar Trump

Presidente afirmou que o Brasil precisa estar preparado diante do aumento dos conflitos internacionais

Lula
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (26) que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de defesa diante do atual cenário internacional e voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano). Durante discurso em Itajaí (SC), Lula mencionou declarações do chefe da Casa Branca sobre a Groenlândia, o Canadá e o Canal do Panamá e afirmou que o mundo vive um momento de crescente instabilidade.

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“Eu não quero guerra, mas também não quero ser pego de surpresa. […] Está cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, que vai virar estado dele. Quer tomar o Canal do Panamá. Onde é que nós estamos?”, declarou.

A fala ocorreu durante a cerimônia de lançamento ao mar e batismo da fragata Cunha Moreira, terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré, projeto de renovação da frota da Marinha.

Ao defender mais investimentos para as Forças Armadas, Lula afirmou que a política de defesa passará a integrar seu programa de governo para a campanha à reeleição. Segundo o presidente, o país precisa adotar um planejamento estratégico de longo prazo, em vez de apenas substituir equipamentos antigos.

“Não é possível que a gente não coloque a defesa como uma coisa extremamente urgente e prioritária. A gente não pode discutir defesa apenas repondo aquilo que estragou. É preciso definir que país queremos construir e qual defesa será necessária para protegê-lo”, disse.

O presidente também afirmou que o Brasil não pretende entrar em conflitos, mas precisa estar preparado para proteger seu território e sua população.

“Nós não queremos briga com ninguém, não queremos invadir ninguém, não queremos guerra com ninguém, mas estaremos preparados para defender os nossos 8,5 milhões de quilômetros quadrados e 215 milhões de habitantes”, afirmou.

Durante o discurso, Lula argumentou que o mundo atravessa o período de maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial e defendeu que o fortalecimento da defesa nacional faz parte da estratégia para garantir a soberania brasileira.

Relação entre Brasil e Estados Unidos

As declarações ocorrem em um momento de tensão nas relações entre Brasília e Washington. Nas últimas semanas, os dois países intensificaram divergências comerciais após o governo Trump anunciar a intenção de impor tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros.

Outro fator que elevou o desgaste foi a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Integrantes do governo brasileiro avaliam que a medida pode ampliar a margem para futuras ações americanas envolvendo segurança internacional.

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