Flávio se inscreve em audiência nos EUA para se posicionar contra tarifaço
Brasília, Terça, 23 de junho de 2026
Política

Flávio se inscreve em audiência nos EUA para se posicionar contra tarifaço

Futura/Apex: Flávio venceria Lula no 2º turno por 48% a 42,6%
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Por Redação

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu para falar em audiência pública nos EUA antes da decisão final sobre a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O evento está marcado para 6 de julho, em Washington, e será realizado pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA).

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Em carta enviada ao USTR, o senador afirma que “pretende testemunhar contra as tarifas e a favor de uma solução negociada”. Diz ainda que “se opõe a qualquer medida contra o Pix”, o sistema de pagamentos instantâneo do Brasil. “As tarifas propostas vão beneficiar o governo que conduz as medidas descritas, prejudicando exportações brasileiras, importadores americanos, consumidores americanos e a oposição brasileira, que é a principal vítima da conduta em questão”, escreve Flávio.

O senador pede cinco minutos de fala, tempo padrão nessas audiências, e solicita ser ouvido na condição de senador e pré-candidato à Presidência.

Nas redes sociais, Flávio afirmou que o objetivo é “defender os interesses do povo brasileiro”: “Vou fazer a minha parte para evitar que empresas brasileiras sejam ainda mais taxadas do que já são com o governo Lula”.

Ele também disse que Lula (PT) “não move uma palha para evitar que elas sejam tarifadas”, e que o petista “acredita que isso pode beneficiá-lo nas urnas em outubro, mesmo que isso custe quebrar as empresas brasileiras”.

A proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros foi apresentada pelo governo Trump no início do mês. A justificativa é uma suposta prática comercial desleal por parte do Brasil. Entre os pontos citados estão comércio digital e desmatamento ilegal. Alguns produtos, como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves, ficaram de fora da medida, que pode entrar em vigor em 15 de julho.

A medida é baseada em investigação conduzida sob a Seção 301, aberta em julho de 2025 pelo USTR, que concluiu que políticas e práticas brasileiras são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano.

O relatório final prevê a imposição de “tarifas ou outras restrições à importação de produtos brasileiros. Tendo por base essa possibilidade, o representante de comércio dos EUA propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre todos os bens do Brasil”.

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