Brasil despenca em ranking global de competitividade
Brasília, Sexta, 19 de junho de 2026
Economia

Brasil despenca em ranking global de competitividade

Levantamento mostra pior desempenho recente do Brasil no ranking e coloca o país à frente apenas de Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela

Foto: PT/Ricardo Stuckert

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Por Redação

O Brasil, sob o governo Lula (PT), caiu para a 65ª posição no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral. Em 2025, o país ocupava o 58º lugar. O levantamento avalia 70 economias. É o pior desempenho brasileiro no período recente.

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Segundo o ranking, o país teve piora em áreas como práticas de gestão (-11 posições), economia local (-10 posições), preços (-10 posições), produtividade e eficiência (-9 posições), política tributária (-8 posições), infraestrutura tecnológica (-5 posições) e mercado de trabalho (-4 posições).

A nota final combina percepção de executivos e dados estatísticos. O estudo é dividido em quatro pilares: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura, além de subfatores que detalham cada área.

O Brasil recuou em todos os pilares: desempenho econômico passou de 30º em 2025 para 36º em 2026; eficiência governamental foi de 68º para 69º; eficiência empresarial caiu de 56º para 67º; e infraestrutura recuou de 58º para 61º.

Entre os fatores que mais pesaram no resultado estão custo de capital (70º), dívida corporativa (70º), educação primária e secundária (70º), força de trabalho produtiva (70º), habilidades linguísticas (70º) e habilidades financeiras (70º).

No topo do ranking aparecem Singapura, Hong Kong e Suíça nas três primeiras posições. Em seguida estão Taiwan, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Suécia e Estados Unidos.

Na parte inferior, o Brasil aparece à frente apenas de Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela. Peru, Romênia, México, Eslováquia e Gana completam as últimas posições acima do Brasil.

O ranking mede a capacidade dos países de criar um ambiente favorável à competitividade empresarial, com base em condições institucionais, econômicas e estruturais que influenciam produtividade e eficiência do setor produtivo.

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