Eduardo pode ficar até 12 anos inelegível após decisão do STF
Brasília, Quarta, 17 de junho de 2026
Política

Eduardo pode ficar até 12 anos inelegível após decisão do STF

Eduardo Bolsonaro

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Por Redação

Além de ser condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo da suposta “trama golpista”, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi declarado inelegível pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do ex-parlamentar ainda pode apresentar recursos ao próprio Supremo.

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A decisão foi tomada ontem (16) por unanimidade. Ao proclamar o resultado do julgamento, os ministros reconheceram a incidência da Lei da Ficha Limpa.

Segundo a Corte, por se tratar de decisão proferida por órgão colegiado por crime contra a administração da Justiça, Eduardo fica impedido de disputar eleições desde a data do julgamento até 8 anos após o cumprimento integral da pena.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a inelegibilidade não depende do trânsito em julgado. Por isso, a Primeira Turma determinou o envio imediato de ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para registrar a restrição.

Na prática, a inelegibilidade pode durar até 12 anos e 2 meses, a depender da data em que a pena for considerada integralmente cumprida.

Além da restrição eleitoral, o STF decretou a perda do cargo efetivo que Eduardo ocupa na Polícia Federal. A decisão também impôs 50 dias-multa, fixados em dois salários mínimos cada.

Por unanimidade, os ministros concluíram que o ex-deputado atuou junto a autoridades dos EUA para pressionar integrantes do STF e tentar interferir nos processos da suposta “trama golpista” com o objetivo de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Moraes, as articulações de Eduardo com autoridades americanas, entre elas o presidente norte-americano Donald Trump, e a defesa de sanções contra ministros da Corte e contra o Brasil extrapolaram os limites da atuação política e configuraram grave ameaça às instituições brasileiras.

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