A corrida pelas duas cadeiras de São Paulo no Senado Federal segue aberta e sem favoritos definidos, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (16). O levantamento mostra um cenário de forte equilíbrio entre os principais nomes cotados para a disputa de 2026, com representantes tanto do campo bolsonarista quanto de partidos alinhados ao governo do presidente Lula (PT).
No primeiro cenário testado pelo instituto, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), aparece numericamente à frente, com 17% das intenções de voto. Em seguida surgem a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), com 16%, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), com 14%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os três estão tecnicamente empatados.
Ainda nesse cenário, o deputado federal Ricardo Salles (Novo) registra 12%, seguido pelo presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado (PL), com 10%, e pelo deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), com 7%. Os votos brancos e nulos somam 11%, enquanto 13% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar.
Em uma segunda simulação, Marina Silva é substituída pelo ex-ministro Márcio França (PSB). Nesse caso, Derrite e Tebet dividem a liderança, ambos com 17%. França e Salles aparecem empatados com 12%, seguidos por André do Prado, com 10%, e Paulinho da Força, com 8%.
Já no terceiro cenário, Simone Tebet deixa a disputa e Marina Silva retorna à lista. Derrite alcança 17% e Marina chega a 15%, mantendo a situação de empate técnico. Ricardo Salles e Márcio França registram 12% cada, enquanto André do Prado aparece com 10% e Paulinho da Força com 8%.
Os resultados indicam que a definição das duas vagas paulistas para o Senado permanece em aberto, especialmente diante da possibilidade de mudanças nas chapas e alianças partidárias ao longo do processo eleitoral.
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 15 de junho com 2 mil eleitores do estado de São Paulo. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-09734/2026.
