O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (15), durante o Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, que seus primeiros atos de governo, caso seja eleito, serão a revogação da reforma tributária e o fim da reeleição para presidente da República.
Segundo o parlamentar, a reforma tributária deveria ser suspensa por um ano para permitir uma nova rodada de discussões e a implementação de reformas consideradas estruturantes para a economia.
Durante o evento, Flávio também defendeu medidas voltadas à redução dos gastos públicos e à modernização da administração federal. Segundo ele, o objetivo seria criar condições para queda dos juros, controle da inflação e preservação do poder de compra da população.
“O Brasil precisa passar por um choque de gestão e modernização. Para isso, vou enxugar drasticamente as despesas. Mesmo com a redução de impostos, será possível aumentar a arrecadação”, afirmou.
O pré-candidato também declarou que pretende ampliar privatizações quando considerar necessário. Ao citar os Correios, afirmou: “Os Correios, por exemplo, são uma empresa que detém o monopólio, mas que o PT conseguiu quebrar”.
Ao abordar o ambiente econômico, Flávio afirmou que a insegurança jurídica afasta investimentos e dificulta a atividade de pequenos empreendedores.
“Vai ter que sobrar para um governo de direita arrumar a casa e resolver a insegurança jurídica no país, que afasta investimentos. Hoje temos 20 milhões de pequenos negócios e microempresas que não aguentam a taxa de juros, a segunda maior do mundo. Perdemos apenas para a Rússia, que está em guerra”, declarou.
A defesa do fim da reeleição não é inédita. Flávio já apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema no Senado.
“Isso faz com que a pessoa que está sentada na cadeira de presidente da República possa tomar medidas que às vezes são amargas, com tranquilidade, sabendo que não vai precisar defender esse ponto de vista na eleição alguns anos ali na frente”, defendeu, em fevereiro.
A reforma tributária foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2023 e estabeleceu um novo modelo de tributação sobre o consumo, com mudanças que afetam diferentes setores da economia.
