O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu ontem (15), por meio das redes sociais, que o governo Trump restabeleça sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em post no X, o ex-parlamentar afirmou que a Corte se articula para condená-lo em “retaliação” ao presidente norte-americano.
Hoje (16), a Primeira Turma do STF inicia o julgamento de Eduardo por suposta “coação no curso do processo” no caso da “trama golpista”. De acordo com denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria atuado com os EUA para impor sanções a autoridades brasileiras responsáveis por investigar e julgar seu pai.
“É assim que um tribunal político opera – e Trump sabe melhor do que ninguém como a guerra jurídica pode ser transformada em arma contra adversários políticos”, escreveu o ex-deputado. “Presidente Donald Trump, Secretário Rubio e Secretário Bessent: a reinstituição das sanções contra o violador de direitos humanos Alexandre de Moraes é tanto necessária quanto urgente. Não sei quem aconselhou a suspensão dessas sanções, mas fazê-lo foi, no mínimo, um erro grave”.
“Eles [ministros do STF] agora se sentem confortáveis para fazer coisas como esta notícia [de seu julgamento]”, continuou Eduardo. “Moraes está esperando o retorno de uma administração democrata radical nos EUA para que, juntos, possam fazer com você o que estão fazendo comigo hoje”.
No post, Eduardo também criticou as acusações apresentadas contra ele: “alegam que cometi um crime ao me envolver com autoridades do governo americano”. “Tal alegação trata efetivamente a própria administração Trump como se fosse uma organização criminosa. Eles desprezam a liberdade. Eles se opõem aos valores representados pela sua administração. E eles abrigam a mesma hostilidade em relação a você, Rubio, Bessent, e todos que servem no seu governo”, afirmou.
“A história mostrou repetidamente que aqueles dispostos a silenciar seus adversários políticos dentro de seus próprios países não hesitarão em mirar qualquer um no exterior que se levante em defesa da liberdade”, finalizou Eduardo na publicação.
