Urgente: PF rejeita pela segunda vez proposta de delação de Daniel Vorcaro no Caso Master
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Justiça

Urgente: PF rejeita pela segunda vez proposta de delação de Daniel Vorcaro no Caso Master

Investigadores avaliam que material entregue pelo banqueiro trouxe poucas informações novas

Defesa de Vorcaro pede ao STF visitas sem gravação
Foto: Reprodução

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A Polícia Federal (PF) rejeitou pela segunda vez a proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, principal investigado no Caso Master. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (11) à defesa do empresário e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Vorcaro está preso em Brasília e é apontado pelas investigações como líder de um esquema de fraudes financeiras que, segundo estimativas da PF, pode ter causado prejuízos de até R$ 12 bilhões.

De acordo com fontes ligadas à investigação, a nova proposta de colaboração não trouxe informações consideradas relevantes o suficiente para justificar a celebração do acordo. A avaliação dentro da PF é de que parte do material entregue pela defesa repete elementos já conhecidos pelos investigadores e não avança sobre fatos considerados centrais para o aprofundamento das apurações.

O inquérito envolvendo o Caso Master ganhou novas dimensões após a apreensão de mais de oito aparelhos celulares atribuídos a Vorcaro. Segundo as investigações, a análise preliminar do material revelou indícios que extrapolam as suspeitas iniciais de crimes financeiros.

A PF passou a apurar possíveis práticas relacionadas a corrupção, organização criminosa, vazamento de informações sigilosas e até a utilização de estruturas privadas para monitoramento e intimidação de adversários.

Prisão e negociações

Em março, Vorcaro deixou a Penitenciária Federal de Brasília e foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal na capital federal. Inicialmente, ele permaneceu em uma sala especial, mas posteriormente foi deslocado para uma cela comum após solicitação da própria PF.

A mudança ocorreu no mesmo período em que sua defesa iniciou tratativas para um acordo de delação premiada. Na ocasião, o banqueiro assinou um termo de confidencialidade e autorizou o início das negociações com os investigadores.

No começo de maio, os advogados concluíram os anexos da proposta de colaboração e entregaram o material às autoridades. Nem a primeira nem a segunda versão da delação, porém, conseguiram convencer a Polícia Federal.

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