Investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) podem turbinar processos disciplinares contra agentes públicos envolvidos na suposta tentativa de golpe, no caso das joias, em milícias digitais antidemocráticas e no vazamento de um inquérito sigiloso da Polícia Federal.
O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU)), Vinícius Marques de Carvalho, voltou a solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos no Supremo, o compartilhamento das provas reunidas nas investigações para subsidiar procedimentos administrativos conduzidos pelo órgão.
No pedido relacionado à investigação sobre a tentativa de golpe, a CGU afirma que o acesso ao material é necessário para apurar eventual responsabilidade disciplinar de Filipe Martins, Marcelo Câmara, Angelo Denicoli, Reginaldo Vieira de Abreu, Alexandre Ramagem, Silvinei Vasques, Fernando de Sousa Oliveira, Marília Ferreira de Alencar, Marcelo Bormevet e Wladimir Soares.
Em relação aos demais casos, o ministro da CGU não cita nominalmente os investigados. O requerimento, porém, faz referência aos inquéritos que apuram a atuação de milícias digitais, o caso das joias sauditas e o vazamento de informações de uma investigação sigilosa da Polícia Federal.
Segundo a solicitação encaminhada ao STF, o compartilhamento das provas poderá ser utilizado para instruir processos administrativos disciplinares em andamento ou que venham a ser instaurados pela Controladoria-Geral da União.
Os pedidos foram direcionados a Alexandre de Moraes, responsável pela relatoria dos procedimentos no Supremo Tribunal Federal.
