Witzel lança pré-candidatura ao governo do RJ após 5 anos de inelegibilidade
Brasília, Terça, 09 de junho de 2026
Política

Witzel lança pré-candidatura ao governo do RJ após 5 anos de inelegibilidade

Ex-governador retorna à disputa eleitoral pelo Democratas e aposta em discurso de endurecimento na segurança pública

Wilson Witzel Fonte: Agência Senado
Durante o anúncio, Witzel adotou um discurso de retomada política. Foto: Carlos Magno/Gov. do Estado do Rio de Janeiro

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Por Redação

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel anunciou nesta segunda-feira (8) sua pré-candidatura ao Palácio Guanabara pelo Democratas. O movimento marca sua volta ao cenário eleitoral após o período de cinco anos de inelegibilidade imposto em decorrência do processo de impeachment que o retirou do cargo em 2021.

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Durante o anúncio, Witzel adotou um discurso de retomada política e afirmou que pretende recolocar seu nome na disputa estadual.

“Eles me derrubaram, mas não me quebraram. Hoje, oficializamos a minha pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Democrata. Não por vaidade, mas porque o povo fluminense merece mais do que medo, abandono e omissão”, declarou.

No campo das propostas, o ex-governador voltou a defender uma agenda de segurança pública com foco em endurecimento das ações contra o crime organizado. Ele afirmou que pretende adotar uma política de “tolerância zero”, além de classificar criminosos armados com fuzis como terroristas. Witzel também mencionou a criação de uma Secretaria Estadual da Capelania como parte de sua plataforma.

O ex-governador também recuperou o tom crítico em relação ao processo que levou à sua saída do cargo. Para ele, o impeachment representou uma tentativa de silenciamento político.

“O sistema tentou me calar. Mas juiz conhece a lei. Militar conhece a missão. E Deus conhece o meu coração. Estamos de volta. E desta vez, o Rio não vai nos parar no meio do caminho”, afirmou.

Witzel foi afastado definitivamente do governo do Rio em abril de 2021, após decisão do Tribunal Especial Misto que julgou o processo de impeachment. Ele havia sido afastado anteriormente pelo Superior Tribunal de Justiça no curso de investigações sobre supostas irregularidades em contratos da área da saúde durante a pandemia de Covid-19.

As apurações tiveram como base a Operação Placebo, da Polícia Federal, e incluíram delações de ex-integrantes da administração estadual. O ex-secretário de Saúde Edmar Santos firmou acordo de colaboração e apontou a existência de um esquema de desvios envolvendo integrantes do governo, o que foi contestado por Witzel ao longo do processo.

Com a condenação por crime de responsabilidade, o ex-governador ficou inelegível por cinco anos. Agora, tenta retornar à política fluminense apostando em um discurso de reconstrução e retomada de sua trajetória eleitoral.

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