O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) desmentiu veículos da imprensa que o acusaram de sugerir a substituição do Pix pelo Zelle, sistema de pagamentos dos Estados Unidos. Ele afirmou ontem (04), por meio das redes sociais, que “jamais” fez qualquer defesa nesse sentido e classificou as reportagens como “patifaria”, cobrando retratação.
A controvérsia teve origem em entrevista ao TCM News, na quarta (03), quando Eduardo comentou as discussões sobre possíveis medidas comerciais dos EUA contra o Brasil, citando o Pix em meio ao debate sobre o novo tarifaço anunciado pelo governo norte-americano.
Na conversa, ele apenas mencionou o Zelle como exemplo de sistema de pagamentos semelhante ao Pix. “Isso daí… Nós fizemos um pedido aos americanos para que qualquer tipo de tarifa ou retaliação nesse sentido comercial demorasse, que esperasse pelo menos até a eleição desse ano, porque se o Flávio Bolsonaro for eleito teremos outra diretriz de governo federal”, disse o ex-deputado.
“Agora, os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como o Zelle. O Pix dos EUA é o Zelle. Então dá para ir para a mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”, acrescentou, ao citar também o interesse norte-americano em terras raras e manganês.
“Dá para conversar e botar na mesa isso daí e tentar segurar o ímpeto de retaliação contra qualquer meio que a gente utilize de pagamento”, completou.
Após a divulgação da entrevista, veículos de imprensa passaram a afirmar que Eduardo teria defendido a substituição do Pix pelo Zelle. O ex-deputado contestou a interpretação e exigiu correção pública.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ele citou reportagem do ‘O Globo’. “Eu absolutamente jamais disse isso. Eu desafio o Globo a calar minha boca e mostrar um vídeo onde eu tenha dito porventura algo nesse sentido”, afirmou. “Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer. Sou pró-PIX e desafio aqui a Globo e demais jornais a se retratarem”.
