O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que uma das características dos regimes totalitários é tentar controlar “a capacidade de seus cidadãos de se comunicarem uns com os outros”. Como exemplo, ele citou Rússia, China e Irã. A declaração foi feita na terça-feira (02), durante audiência no Congresso americano.
“É por isso que a Rússia começou sua própria internet e seus próprios sistemas internos. É por isso que a China não permite que as plataformas sociais americanas operem”, disse Rubio, destacando que esses regimes têm a necessidade de “controlar”: “É a razão pela qual o Irã fechou a internet. Foi uma das primeiras coisas que eles fizeram quando as hostilidades começaram, porque eles não querem que suas pessoas se comuniquem umas com as outras”.
O regime iraniano frequentemente impõe bloqueios e apagões totais ou parciais da internet para reprimir protestos civis e controlar o fluxo de informações durante conflitos.
Em janeiro, durante protestos contra o governo dos aiatolás, a internet sofreu um apagão nacional. Em 28 de fevereiro, quando começou a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, o acesso à internet voltou a ser restringido pelas autoridades iranianas.
Dentro do Irã, nessas ocasiões, tarefas simples, como o uso do Google Maps ou a busca de informações em sites, tornam-se impossíveis. Em alguns casos, apenas a intranet local, extremamente limitada, permanece disponível.
De acordo com a agência de notícias alemã DW, embora a maioria dos iranianos fique isolada do mundo digital nesses momentos, um grupo seleto de pessoas ligadas ao regime e seus apoiadores continua a desfrutar de acesso irrestrito à internet por meio dos chamados “chips brancos”, cartões pré-pagos anônimos.
Relatórios sugerem que existam mais de 50 mil desses chips no Irã. Muitos desses usuários permanecem ativos nas redes sociais, disseminando propaganda do governo e narrativas enganosas.
