O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça cobrou da Polícia Federal (PF) o envio de resultados de quebras de sigilo de investigados na Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A informação é do site Metrópoles.
Entre os materiais solicitados está o da quebra de sigilo da empresária petista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT). Ambos são investigados pela PF no âmbito de apurações que envolvem Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos principais lobistas no esquema do roubo dos aposentados.
Segundo o Metrópoles, a cobrança foi feita ainda em meados de maio, após a PF transferir a investigação da “Farra do INSS” da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).
A mudança retirou da condução do caso o delegado Guilherme Figueiredo Silva, chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários desde junho de 2025. Foi Figueiredo quem pediu a quebra de sigilo de Lulinha e a prisão do “Careca do INSS”.
De acordo com o site, a substituição “surpreendeu” Mendonça, relator da “Farra do INSS” na Corte: “o ministro relatou a interlocutores que ficou sabendo da mudança por meio de um dos advogados que estão atuando no caso”.
Após a troca, o ministro convocou uma reunião com integrantes da Polícia Federal e solicitou um relatório detalhado sobre todos os alvos da operação para acompanhar o andamento das investigações.
A PF afirmou que a transferência do inquérito para a Cinq ocorreu por uma questão “burocrática” e tem como objetivo “assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”. Segundo a corporação, a coordenação possui estrutura mais adequada para conduzir o caso.
