Lula promete ajuda à Bolívia em meio a protestos
Brasília, Quarta, 15 de julho de 2026
Mundo

Lula promete ajuda à Bolívia em meio a protestos

Presidente boliviano pediu apoio logístico, envio de alimentos e manifestação pública do governo brasileiro

Lula assina decretos que ampliam poder do governo sobre redes sociais
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

O Lula anunciou ajuda humanitária à Bolívia após conversa telefônica com o presidente boliviano Rodrigo Paz, em meio à onda de protestos que atinge o país vizinho há quatro semanas.

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Segundo o Palácio do Planalto, o pedido partiu do próprio governo boliviano, que enfrenta bloqueios de estradas, crise de abastecimento e manifestações contra a gestão de Rodrigo Paz.

De acordo com auxiliares de Lula que acompanharam a ligação, o presidente boliviano fez três solicitações ao governo brasileiro: empréstimo de avião para transporte de alimentos dentro da Bolívia, envio de alimentos não perecíveis e uma manifestação pública de Lula em defesa do diálogo no país.

Integrantes do governo brasileiro afirmaram que há disposição para disponibilizar a aeronave e colaborar na logística de distribuição de alimentos. As equipes técnicas agora discutem como a operação será executada. Ainda não há previsão para o início da ajuda.

As manifestações na Bolívia envolvem cobranças relacionadas à política agrária, qualidade do combustível e pedidos de renúncia do presidente boliviano. Os protestos já provocaram bloqueios em diferentes regiões do país e episódios de confronto com forças de segurança.

Segundo relatos locais, a polícia boliviana tem reagido às manifestações com bombas e gás lacrimogêneo.

Em nota oficial, o Palácio do Planalto informou que Lula manifestou solidariedade ao governo e ao povo bolivianos diante da crise.

“O presidente Lula reiterou sua solidariedade ao governo e ao povo bolivianos e ressaltou a importância do pleno respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito”, afirmou o comunicado.

A nota também diz que Lula defendeu negociações para conter a escalada da crise.

“Nesse contexto, [Lula] defendeu que governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências e para a preservação da paz social”, completou o Planalto.

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