Luciano Huck critica falta de estímulo para saída de beneficiários do Bolsa Família
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Política

Luciano Huck critica falta de estímulo para saída de beneficiários do Bolsa Família

Apresentador afirma que dependência de programas sociais reduz incentivos à mobilidade econômica

Luciano Huck afirma que não desistiu de disputar a Presidência e fala em compromisso com o país e desejo de mudança
Foto: Reprodução

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Por Redação

O apresentador Luciano Huck afirmou que falhas na gestão pública e a concentração de renda em programas assistenciais podem dificultar a mobilidade social e reduzir incentivos para que famílias deixem políticas de transferência de renda. A declaração foi feita durante participação no 5º Fórum Esfera, realizado no sábado (23), no Guarujá, litoral de São Paulo.

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Ao abordar a realidade de municípios dependentes de benefícios sociais, Huck citou o caso de Senhor do Bonfim e argumentou que a forte presença do Bolsa Família na economia local dificulta a criação de alternativas de autonomia financeira.

“Ao concentrar 56% da sua economia no Bolsa Família, você não gera nenhum estímulo para elas saírem”, afirmou o apresentador. Em seguida, acrescentou: “Na verdade, elas queriam um monte de atalhos para conseguir ficar no programa ad aeternum”.

Huck também relacionou a falta de oportunidades à ineficiência da gestão pública e disse que parte da população passou a enxergar o empreendedorismo como uma saída para dificuldades econômicas.

“O empreendedorismo passou a ser uma forma de fugir do sofrimento”, declarou.

O Bolsa Família segue como o principal programa de transferência de renda do país. Em outubro de 2025, o benefício atendia cerca de 18,9 milhões de famílias, alcançando aproximadamente 49,4 milhões de pessoas em todo o Brasil.

Segundo levantamento do Poder360 citado durante o debate, programas vinculados ao chamado Estado de bem-estar social devem consumir ao menos R$ 441 bilhões em 2025, considerando iniciativas federais, estaduais e municipais. O estudo reúne ações de transferência de renda e assistência social em todo o país.

O levantamento aponta ainda que apenas o Bolsa Família consumiu R$ 168,2 bilhões em 2024. Para 2025, a estimativa caiu para R$ 158,6 bilhões após revisões cadastrais realizadas pelo governo para retirar beneficiários considerados irregulares.

A pesquisa também destaca limitações na consolidação de dados nacionais sobre assistência social, apontando falhas e inconsistências em informações divulgadas por estados e municípios, o que dificulta uma estimativa mais precisa sobre o total de beneficiários atendidos no país.

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