Alive: Os Bolsonaro precisam assumir o controle da narrativa
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Alive: Os Bolsonaro precisam assumir o controle da narrativa

Debate no Alive discutiu crise envolvendo Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Daniel Vorcaro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Durante o programa Alive de hoje (15), no YouTube, o apresentador Claudio Dantas afirmou que a campanha do senador Flávio Bolsonaro precisa assumir o “controle da narrativa” diante da repercussão envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse.

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Ao comentar a entrevista concedida por Eduardo Bolsonaro ao canal de Paulo Figueiredo, Dantas disse discordar pontualmente da postura adotada pelo ex-parlamentar.

“Se vocês não têm nada a temer, vocês precisam assumir o controle da narrativa. Vocês precisam se antecipar aos fatos, com fatos que só vocês conhecem”, afirmou.

Segundo Dantas, a exposição pública inevitavelmente levará a novos questionamentos sobre a relação entre integrantes da família Bolsonaro e Vorcaro. Para ele, a antecipação das explicações evitaria ilações e desgaste político.

“Qualquer coisa vai ser usada contra para fazer ilações. Então, quanto mais a pessoa se antecipa, melhor”, disse.

O apresentador também defendeu que a campanha de Flávio Bolsonaro delimite responsabilidades no projeto do filme Dark Horse. Segundo ele, o senador deveria deixar claro que seu papel foi apenas buscar apoio privado para a produção.

“O Flávio precisa deixar muito claro: ‘o meu papel aqui foi pedir apoio da iniciativa privada para o filme’. Mas eu não cuidei da gestão, não fiz nada”, afirmou.

Durante o debate, o analista econômico Ary Alcântara declarou que figuras públicas perdem parte da privacidade ao assumir cargos políticos.

“O homem público perde a liberdade. Tudo dele é público”, disse.

A cientista política Júlia Lucy interrompeu a fala para defender limites entre vida pública e privada. Segundo ela, familiares de políticos não devem ser tratados automaticamente como figuras públicas.

“Filho de político não é político. Não escolheu isso”, afirmou.

Júlia Lucy disse, porém, que informações ligadas ao financiamento do filme e à permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos precisam ser esclarecidas.

“Essa informação precisa ser esclarecida ou desmentida”, declarou.

A advogada Carol Sponza também comentou a repercussão envolvendo Eduardo Bolsonaro. Ela afirmou que questionamentos sobre dinheiro público são legítimos, mas criticou cobranças sobre aspectos da vida privada do ex-deputado.

“Se ele receber um dinheiro da família Bolsonaro para morar nos Estados Unidos é problema dele com a família dele”, disse.

Carol também afirmou que há “muita especulação” em torno do caso e criticou o site Intercept Brasil, responsável pela divulgação das mensagens atribuídas à relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro.

No debate, a advogada comentou ainda as declarações do ex-governador Romeu Zema sobre o episódio. Segundo ela, Zema reagiu de forma precipitada inicialmente, mas moderou o discurso depois.

“Acho que ele foi precipitado na fala dele naquele momento. Tanto é que, à noite, ele já moderou a fala”, afirmou.

Carol Sponza também criticou o que classificou como “cancelamento” de nomes da direita por divergências internas.

“O debate precisa ser livre, precisa ser aberto”, declarou.

As declarações ocorreram após Eduardo Bolsonaro negar ter mantido contato com Daniel Vorcaro e afirmar que a possibilidade de Flávio Bolsonaro desistir da pré-candidatura presidencial é “zero”. O ex-deputado também defendeu que a campanha do irmão estruture um gabinete específico para respostas rápidas em meio à crise envolvendo o financiamento do filme Dark Horse.

Assista ao programa na íntegra

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