Miranda: Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia antes de ser preso
Brasília, Sexta, 03 de julho de 2026
Justiça

Miranda: Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia antes de ser preso

Operação envolveu venda de 17% de site por R$ 10 milhões em 2024

Emails expõem venda de cobertura de R$ 60 mi no dia da prisão de Vorcaro
Foto: Reprodução/PF

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Por Redação

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria investido milhões na construção de um conglomerado de mídia antes de ser preso pela Polícia Federal (PF) e de o Banco Central (BC) decretar a liquidação da instituição. A informação foi revelada ao jornal O Globo pelo publicitário Thiago Miranda.

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Segundo Miranda, a estrutura envolvia a compra de participação no “Portal Leo Dias”. Documentos apresentados por ele ao jornal indicam a venda de 17% do veículo por R$ 10 milhões em 19 de julho de 2024. A operação teria sido conduzida pelo empresário Flávio Carneiro, apontado como representante de Vorcaro.

O publicitário afirma que a negociação sempre teve o banco como financiador real da operação. “Sempre foi claro para mim que era ele quem estava comprando o portal, era o Vorcaro. Ele nunca deixou dúvida a respeito disso”, disse Miranda.

Naquele período, o “Portal Leo Dias” recebia cerca de R$ 1,2 milhão mensais do Banco Master por contratos de mídia. Miranda afirma que não houve direcionamento editorial, mas relata que o veículo não publicou conteúdos sobre a prisão de Vorcaro nem sobre o caso envolvendo o banco.

De acordo com o publicitário, a aproximação com Vorcaro ocorreu durante as tratativas de venda do portal. O primeiro encontro, com participação do jornalista Leo Dias, teria ocorrido em um imóvel do empresário no Itaim Bibi, em São Paulo.

Nesse encontro, Vorcaro teria manifestado interesse em estruturar um grupo de comunicação. Ele também citou participações em veículos como a revista IstoÉ e o portal Brazil Journal, segundo o relato.

Miranda afirma que Vorcaro utilizava Carneiro como intermediário, por meio da Foone Empreendimentos, empresa ligada ao empresário e que também participou de operações envolvendo outros veículos de mídia, como o PlatôBR.

Após o acordo, Miranda passou a circular entre interlocutores ligados ao empresário e a atuar em demandas de gestão de crise. Segundo ele, Carneiro foi apresentado como representante de Vorcaro em todas as etapas da negociação.

“Até porque não faz muito sentido, né? Se eu fui na casa dele [Vorcaro], negociei com ele, ele que definiu o valor que ia pagar, [dizendo] ‘Olha, tá muito caro, não, tá, é, preciso reduzir esse valor. Amanhã eu mando fazer o pagamento’, então ele é o dono da empresa”, disse Miranda ao Globo.

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