O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na manhã desta quarta-feira (17) que poderá voltar a atacar o Irã caso não fique satisfeito com o cumprimento do memorando de entendimento firmado entre os dois países. O acordo de paz foi fechado no último domingo (14) e deve ser assinado formalmente na sexta (19).
“É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, a bombardear suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles, ok?”, declarou durante entrevista coletiva na cúpula do G7, na França.
Entre os principais pontos do memorando estão um cessar-fogo de 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
A questão nuclear iraniana ficou para uma segunda etapa das negociações. O programa de enriquecimento de urânio de Teerã foi a principal justificativa apresentada por Trump para iniciar, em 28 de fevereiro, a operação militar coordenada com Israel contra o país.
Questionado sobre o possível fim das sanções econômicas impostas ao Irã, o republicano afirmou que o tema não será tratado de forma imediata e dependerá das próximas rodadas de negociação.
A cúpula do G7 também serviu para que o republicano apresentasse os termos do acordo aos líderes de Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão.
Em comunicado conjunto, os países afirmaram: “Ressaltamos a necessidade de negociação… para abordar as ameaças representadas pelo Irã na região e além, e garantir que eles jamais obtenham uma arma nuclear”.
