Nunes Marques é relator de ação de Flávio contra pesquisa da Atlas
Brasília, Sábado, 04 de julho de 2026
Justiça

Nunes Marques é relator de ação de Flávio contra pesquisa da Atlas

Jurídico aponta exibição de áudio de Vorcaro sem contexto completo; denúncia foi feita pelo jornalista Claudio Dantas

Nunes Marques toma posse hoje como presidente do TSE
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

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Por Redação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, é o relator da ação apresentada pela coordenação jurídica da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na manhã de ontem (19).

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O levantamento passou a ser questionado após apresentar aos entrevistados o áudio da conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O questionário não incluía a justificativa apresentada pelo senador para o financiamento do filme “Dark Horse”, nem sua explicação de que não houve contrapartida. A AtlasIntel exibiu o áudio sem o contexto completo.

Segundo a defesa de Flávio, a sequência das perguntas, a forma de apresentação dos temas e as associações feitas entre o senador, Vorcaro e o Banco Master comprometeriam a neutralidade da pesquisa e influenciariam as respostas dos entrevistados.

A ação protocolada no TSE questiona a metodologia adotada pela Atlas, sustenta que o questionário foi estruturado para induzir uma percepção negativa sobre o pré-candidato e pede a suspensão da divulgação da pesquisa.

Para a defesa do senador, o levantamento criou um “precedente manipulativo grave” e “deixou de observar a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais destinados à divulgação pública”.

A iniciativa da equipe jurídica de Flávio ocorreu após denúncia do jornalista Claudio Dantas.

O pedido afirma ainda que o questionário não se limitou a medir a opinião dos eleitores, mas apresentou elementos capazes de influenciar a percepção dos entrevistados antes de perguntas relacionadas à imagem, rejeição e viabilidade eleitoral.

A representação também solicita apuração de possível crime eleitoral diante do que a defesa classifica como risco de divulgação de pesquisa fraudulenta.

A pré-campanha argumenta que pesquisas eleitorais devem seguir critérios técnicos de transparência, equilíbrio e imparcialidade, sem servir como instrumento de direcionamento da opinião pública.

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