O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) determinou, por decisão liminar, a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Veritá sobre a disputa ao governo do estado e ao Senado. A medida, tomada na quinta-feira (11), atende a um pedido do PSD catarinense e tem caráter provisório.
O levantamento estava registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SC-02747/2026, mas passou a ser questionado após a identificação de inconsistências na composição da amostra utilizada.
De acordo com a decisão do desembargador José Sérgio da Silva Cristóvam, o relatório inicial da pesquisa mencionava municípios do Maranhão entre os locais pesquisados, incluindo cidades como São Luís, Imperatriz, Barreirinhas, Chapadinha e outras. O fato levantou dúvidas sobre a adequação metodológica de um estudo voltado ao eleitorado catarinense.
O PSD alegou que, após a contestação, o sistema de divulgação do TSE passou a exibir uma versão corrigida, contendo apenas municípios de Santa Catarina. Para o partido, no entanto, a alteração ocorreu fora do prazo previsto pela legislação eleitoral.
Em manifestação, a legenda afirmou que os resultados já circulavam amplamente antes da suspensão e que haviam sido compartilhados em redes sociais e repercutidos na imprensa local. O partido também sustentou que o conteúdo chegou a ser divulgado por apoiadores políticos, incluindo o governador Jorginho Mello (PL).
Com a decisão, a Justiça Eleitoral determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa, além da remoção de publicações já feitas em redes sociais. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil. A liminar ainda pode ser revista no julgamento do mérito.
Em nota, o instituto Veritá afirmou que houve um “equívoco material” no registro das informações referentes à delimitação territorial da pesquisa. A empresa destacou que a inconsistência ocorreu apenas na etapa de documentação.
“A inconsistência ocorreu exclusivamente na relação de municípios apresentada no registro da pesquisa, em razão da inclusão indevida de alguns municípios pertencentes a outra unidade da Federação”, afirmou o instituto.
A Veritá também disse que o levantamento faz parte de uma rodada nacional de pesquisas e que segue metodologia padronizada em todos os estados. Segundo a nota, o erro foi identificado internamente e corrigido sem impacto nos resultados estatísticos.
“A situação foi prontamente identificada pelos mecanismos internos de controle e auditoria do Instituto, sendo devidamente corrigida, sem qualquer impacto na metodologia empregada, na consistência estatística ou nos resultados finais da pesquisa”, informou.
