Reza Pahlavi, filho mais velho do último xá do Irã e principal liderança da oposição no exílio, convocou a população a sair às ruas e derrubar o regime de Ali Khamenei. “A República Islâmica e seus líderes criminosos e incompetentes arrastaram o Irão para a guerra e são responsáveis pela situação atual”, disse.
Para Pahlavi, “é crucial” que o povo se rebele. “Seu colapso final só pode ser alcançado através das mãos poderosas da grande nação iraniana. O Irã pertence a eles, e recuperá-lo está em suas mãos. Juntos, lado a lado, vamos prevalecer”, afirmou.
O herdeiro exilado do trono classificou a situação como “uma batalha entre a nação iraniana e o regime destrutivo” e defendeu protestos em massa e greve geral como instrumentos para a derrubada do governo teocrático instalado em 1979.
Reza Pahlavi vive exilado nos Estados Unidos desde a queda da monarquia. Apesar de buscar a queda do regime de Khamenei, diz que não tem intenção de reassumir o trono e que defende a instalação de uma república laica, além de um referendo popular para definir o sistema político.
REVOLUÇÃO ISLÂMICA
Antes do regime islâmico tomar o poder em uma revolução violenta em 1979, o Irã era governado pela dinastia Pahlavi, uma monarquia moderna e pró-Ocidente. Mohammad Reza Pahlavi, último Xá, promovia reformas sociais e econômicas de cunho liberal. As mulheres não eram obrigadas a usar véu e tinham acesso à educação.
A oposição de religiosos xiitas, como o aitolá Ruhollah Khomeini, ganhou corpo diante de denúncias de gastos desnecessários e ações autoritárias. Com apoio popular, Khomeini tomou o poder e instituiu um regime teocrático, comandado por clérigos xiitas e a aplicação da sharia.
