Governo elevará mistura de etanol na gasolina para 32% a partir de quarta-feira (24), diz Alckmin
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
Política

Governo elevará mistura de etanol na gasolina para 32% a partir de quarta-feira (24), diz Alckmin

Medida aprovada pelo CNPE amplia teor do combustível renovável no país

Vice-presidente, Geraldo Alckmin
Foto Valter Campanato/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O governo federal vai elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), após aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O anúncio foi feito no último sábado (20) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), durante agenda em Mato Grosso.

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A medida já vinha sendo discutida pelo governo e pelo setor de biocombustíveis e deve marcar mais uma etapa da política de ampliação do uso de combustíveis renováveis no país.

Segundo Alckmin, a mudança tende a ter reflexos no preço final da gasolina e no desempenho ambiental do combustível.

“Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria”, afirmou o vice-presidente.

Redução de importações

De acordo com estimativas do governo, o aumento da mistura pode reduzir a necessidade de importação de gasolina em cerca de 450 a 500 milhões de litros por mês. A avaliação oficial é de que o país pode avançar na direção da autossuficiência no abastecimento do combustível.

O Ministério de Minas e Energia já havia indicado que a medida teria caráter temporário e excepcional, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser renovada por decisão do CNPE.

A proposta também é apresentada pelo governo como forma de otimizar a logística do setor de combustíveis, reduzindo a pressão sobre a infraestrutura de importação e distribuição de derivados de petróleo.

Política de combustíveis

A mudança faz parte das diretrizes da chamada Lei do Combustível do Futuro, que busca ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira e reduzir emissões no setor de transportes.

Em 2025, o percentual de etanol na gasolina já havia sido elevado de 27,5% para 30%. Com o novo ajuste, o Brasil reforça o uso de biocombustíveis como componente estrutural da política energética.

O governo também destaca que o país se diferencia internacionalmente pelo alto teor de etanol na gasolina, com potencial de referência para outros mercados.

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