Gastos da União sob Lula se aproximam do recorde da pandemia
Brasília, Quarta, 01 de julho de 2026
Economia

Gastos da União sob Lula se aproximam do recorde da pandemia

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Por Redação

O governo Lula (PT) elevou as despesas da União para R$ 2,633 trilhões no acumulado de 12 meses até maio, aproximando os gastos do maior nível da série histórica, registrado em novembro de 2020, durante a pandemia de Covid-19. De acordo com dados divulgados nesta semana pelo Tesouro, a diferença para o recorde de R$ 2,822 trilhões é de R$ 189,5 bilhões.

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O avanço das despesas é puxado principalmente pelos gastos com Previdência e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nos últimos 12 meses encerrados em maio, a Previdência consumiu R$ 1,117 trilhão, mais que o dobro dos R$ 440,1 bilhões destinados ao pagamento de pessoal.

O crescimento das despesas obrigatórias também pressiona o cumprimento das regras do arcabouço fiscal lulista. Como o governo mantém a política de reajuste do salário mínimo pela inflação medida pelo INPC, benefícios vinculados ao piso nacional, como Previdência e BPC, aumentam automaticamente, reduzindo o espaço do Orçamento para investimentos e outras despesas discricionárias.

Diante desse cenário, a equipe econômica ampliou para R$ 23,7 bilhões o bloqueio de despesas do Orçamento. A medida busca assegurar o cumprimento das regras fiscais, que limitam o crescimento das despesas a 2,5% ao ano e estabelecem, para 2026, uma meta de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

No segundo bimestre, as projeções de despesas aumentaram em R$ 14,1 bilhões para o BPC e em R$ 11,5 bilhões para os benefícios previdenciários.

A expansão dos gastos também pressiona a dívida pública. Quando as despesas superam as receitas, o governo registra déficit primário e precisa emitir mais títulos públicos para financiar o rombo. Em abril, a dívida pública federal atingiu R$ 8,798 trilhões, alta de 1,91%, equivalente a quase 70% do PIB brasileiro de 2025.

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