Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou em uma live nesta quarta-feira (8) que irá propor ao governo de Donald Trump para firmar um acordo de livre comércio entre o Brasil, Estados Unidos, México e Canadá, seguindo o padrão do Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (NAFTA).
“Vou informar que pretendo juntar minha parte técnica do novo governo do Brasil para o seguinte: não tem o NAFTA? A minha ideia é cortar essa letrinha N e passar a usar o AFTA, Acordo de Livre Comércio das Américas, onde o Brasil pode se incluir”, declarou.
Segundo o presidenciável, as atividades econômicas dos países é complementar e isso seria uma “avenida de oportunidades para trazer investimentos dos Estados Unidos para cá”.
“O presidente [Javier] Milei da Argentina conseguiu um acordo com os Estados Unidos que, para centenas de produtos, a tarifa é zero”, comentou o senador.
Flávio está nos EUA onde participou de uma audiência com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) para tratar da taxação de 25% sobre os produtos brasileiros. Ele criticou Lula por não enviar representantes para o debate. O governo enviou técnicos da Embaixada do Brasil nos EUA para observar, sem interferência, à sessão.
“O papel de qualquer presidente da República de qualquer país era estar aqui com representantes, fazendo uma defesa técnica e dizendo que vai fazer sua parte”, disse.
O pré-candidato pontuou que sua missão nos EUA é “proteger o Brasil das tarifas” e “proteger o Brasil do Lula”. Segundo Flávio, ele decidiu permanecer mais um dia nos EUA “para fazer algumas conversas que vão ser importantes para tentar, mais uma vez, influenciar aqui o governo americano para que as empresas, os produtos brasileiros não sejam tarifados”.
