Os Estados Unidos realizaram na noite de ontem (09) uma série de bombardeios contra alvos no Irã em resposta à derrubada de um helicóptero Apache no Estreito de Ormuz pelo regime iraniano no dia anterior. O Irã reagiu com ataques contra a Quinta Frota Naval dos EUA, baseada no Bahrein.
Ainda não está claro qual será o impacto da escalada militar sobre o cessar-fogo em vigor no Oriente Médio desde o início de abril nem sobre as negociações para encerrar o conflito.
Em resposta aos ataques de autodefesa dos EUA, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que “nenhum ataque ficará sem resposta” e declarou que os americanos devem “deixar a região, se quiserem ficar seguros”.
“As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) começaram a lançar ataques de autodefesa contra o Irã às 17h ET [18h no horário de Brasília] de hoje, por ordem do Comandante-Chefe [Donald Trump], em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA ontem. A missão é uma resposta proporcional à agressão iraniana injustificada”, afirmou o Centcom em comunicado divulgado nas redes sociais.
O comando militar informou ainda ter atingido sistemas de defesa antiaérea, estações de controle e radares responsáveis pelo monitoramento da região de Ormuz.
O ataque ocorreu horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, prometer uma resposta à derrubada do helicóptero. “Acho que é muito importante responder. (…) Esta é uma resposta ao que eles fizeram com nosso helicóptero ontem à noite (08), e acredito que a resposta deve ser muito forte, muito poderosa — e é isso que ela é”, disse Trump à emissora ABC após o início da operação defensiva.
As forças americanas atacaram diversos sistemas de defesa aérea e radares na região de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A área foi fechada pelo Irã no início da guerra no Oriente Médio, e Washington tenta restabelecer a navegação na região.
Ataques foram registrados na ilha de Qeshm, em Ormuz, e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, no sul do país islâmico.
