“É uma espécie de golpe no STF”, diz jornalista sobre disputa no RJ
Brasília, Sábado, 13 de junho de 2026
Política

“É uma espécie de golpe no STF”, diz jornalista sobre disputa no RJ

Debate aponta impacto nacional de decisão sobre eleições no Rio e questiona atuação no Supremo

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Durante o programa Alive, apresentado por Júlia Lucy no YouTube nesta sexta-feira (10), o jornalista Tadeu Vieira afirmou que a disputa sobre o modelo de eleição no Rio de Janeiro ultrapassa o estado e pode gerar efeitos nacionais.

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Vieira iniciou destacando a atuação do ministro Luiz Fux no julgamento. Segundo ele, o magistrado foi “extremamente técnico” e classificou o cenário como “um descabimento”.

O jornalista também citou manifestações de outros ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele mencionou que há divergências internas e que ainda não existe decisão consolidada sobre o tema.

Ao tratar da ação, afirmou que “legalmente é uma manobra alucinada dentro do Supremo Tribunal Federal” e disse que o debate “não é sobre Rio de Janeiro, é nacional”.

Segundo Vieira, a discussão abre precedente para outros cenários institucionais. Ele afirmou que há risco de interferência na linha sucessória em diferentes níveis.

“Abre-se um precedente perigoso”, disse.

O jornalista também relacionou o tema ao cenário eleitoral de 2026. Ele citou a diferença de votos entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 e afirmou que mudanças no Rio podem impactar o resultado nacional.

Ao abordar o contexto político do estado, Vieira afirmou que o Rio seria o único do Sudeste com possibilidade de disputa aberta. Ele mencionou o nome de Eduardo Paes como parte de um projeto político ligado ao governo federal.

“Eduardo Paes é o projeto do presidente Lula para retomar o Estado do Rio de Janeiro”, disse, ao citar publicação partidária.

O jornalista afirmou ainda que há movimentação para evitar a realização imediata de eleições no estado. Segundo ele, o objetivo seria alterar o cenário eleitoral.

“Esse movimento que está acontecendo agora é uma espécie de golpe”, declarou.

Vieira também afirmou que a maioria do eleitorado fluminense teria tendência de voto à direita e que a disputa no estado será influenciada pelo cenário nacional.

Durante o programa, ele criticou o que chamou de articulação nos bastidores e afirmou que há tentativa de manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, no cargo até outubro.

“Qualquer que seja a eleição, ela deveria acontecer nos ritos constitucionais”, disse.

A cientista política Júlia Lucy também comentou o tema e afirmou que há estratégia política na disputa.

“Nós estamos falando de uma estratégia política, de tirar exatamente a possibilidade de a direita ter uma vitória no estado importante, que é o Rio de Janeiro”, afirmou.

Segundo ela, a decisão pode influenciar o cenário nacional e não deve ser tratada como um caso isolado.

“A gente não pode simplesmente achar normal, aceitar que a nossa Constituição seja desrespeitada”, disse.

Ao final, Lucy questionou se a população do Rio já percebe o impacto do tema, enquanto o debate sobre o modelo de eleição segue no STF.

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