Durigan nega “sanha arrecadatória” do governo Lula
Brasília, Quarta, 17 de junho de 2026
Política

Durigan nega “sanha arrecadatória” do governo Lula

Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

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Por Redação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta manhã (17) que o governo Lula (PT) promova uma “sanha arrecadatória” ao ampliar a tributação sobre apostas esportivas e rendas de alta renda. A declaração foi feita durante audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

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Durigan afirmou que as medidas têm como objetivo corrigir distorções do sistema tributário e ampliar a isonomia entre diferentes fontes de renda.

“Até 2022, as bets operavam sem tributação. Veio o governo Lula, propôs 18%, e o Congresso aprovou 12%. Não me parece sanha arrecadatória”, afirmou. Ele acrescentou que a iniciativa busca garantir tratamento tributário equivalente entre modalidades de rendimento.

Segundo o ministro, a ampliação da tributação sobre apostas esportivas, investimentos no exterior, estruturas offshore e fundos fechados busca reduzir assimetrias do sistema.

Na audiência, Durigan afirmou que o Brasil vive cenário de inflação “sob controle” e de forte geração de empregos, com cerca de 5,1 milhões de vagas criadas em 2026. Disse ainda que o desempenho reflete a “integralidade da política econômica” e ocorre em um contexto em que o país “cresce mais do que o mundo esperava”, citando projeções do FMI.

Ele ponderou que a inflação, embora controlada, ainda “preocupa”. Também citou abertura de mercados e previsibilidade institucional como fatores que influenciam o desempenho da economia.

No campo fiscal, o ministro destacou um corte de R$ 23 bilhões em ano eleitoral e afirmou que a medida reforça o compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas. Segundo ele, o resultado indica um cenário mais sólido do que em ciclos eleitorais anteriores.

Durigan mencionou o programa Desenrola como instrumento de reorganização de crédito para famílias e empresas, com impacto na atividade econômica. Ao defender incentivos para bons pagadores, disse: “Esse é o valor que precisamos defender no país, o prêmio para quem paga”.

O ministro afirmou ainda que medidas adotadas pelo governo geraram “resultado concreto para as pessoas”, citando ações ligadas aos combustíveis e ao ambiente macroeconômico. Segundo ele, o serviço da dívida foi pressionado por expectativas de queda mais rápida dos juros após o lançamento do Desenrola em 2023, mas a política monetária global exigiu ajustes em 2024.

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