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Adriane Galisteu quebra o silêncio sobre BBB 26 x A Fazenda

Por Redação

Durante os desfiles de Carnaval no Rio de Janeiro, Adriane Galisteu voltou a falar sobre o confronto constante entre dois gigantes dos realities brasileiros: A Fazenda, da Record, e o BBB 26, exibido pela TV Globo. A apresentadora fez questão de rebater as comparações mais ruidosas e defender o formato rural, destacando que o sucesso do programa vai muito além das brigas.

Realities como espelho da realidade, segundo Adriane Galisteu

Em conversa com o portal Leo Dias, Galisteu ressaltou que os realities apenas potencializam comportamentos que já existem na sociedade. Para ela, o confinamento não cria uma nova realidade, mas expõe, com câmeras ligadas 24 horas por dia, o que acontece no cotidiano das pessoas.

“As pessoas falam muito das tretas, mas nós somos desse jeito. O reality é o espelho do que vivemos aqui fora. A diferença é que lá tem câmera 24 horas. Se tivesse aqui fora também, não seria muito diferente”, declarou a apresentadora.

A visão de Galisteu dialoga com análises recorrentes sobre cultura de massa e comportamento social, frequentemente estudadas em instituições e projetos ligados à mídia e comunicação, como os citados em plataformas de referência como a Wikipédia. No entendimento da comunicadora, o que se vê em um reality show é uma soma de personalidade, contexto e pressão.

O impacto do contexto social dentro do jogo

Adriane Galisteu também reforçou que o momento social do país influencia diretamente o que acontece dentro dos realities. Segundo ela, o comportamento dos participantes não pode ser analisado isoladamente, já que eles são produto do ambiente em que vivem.

“Quando a sociedade está mais tranquila ou mais doente, isso se reflete lá dentro”, afirmou. Dessa forma, discussões, alianças, empatia e conflitos seriam retratos ampliados do que ocorre fora das telas.

Para Galisteu, é justamente essa conexão com o dia a dia que torna o formato tão atraente para o público. Ela sintetiza seu encantamento com o gênero em uma frase: “Amo reality porque é a maior novela da vida real”. O enredo, nesse caso, não é escrito por autores, mas pela convivência e pelas escolhas de cada participante sob observação constante.

A Fazenda não vive só de brigas, diz apresentadora

Um dos pontos centrais da fala de Adriane Galisteu foi a defesa de que A Fazenda não se resume às confusões. Embora as discussões rendam repercussão nas redes e na imprensa, ela lembra que o reality rural tem várias outras camadas que ajudam a construir a narrativa da temporada.

Segundo a apresentadora, é preciso olhar também para:

  • Alianças que se formam ao longo do jogo;
  • Histórias pessoais que vêm à tona no confinamento;
  • Relações afetivas e de amizade estabelecidas entre os participantes;
  • Evolução e mudanças de postura dentro da casa.

Para Galisteu, reduzir o programa apenas às tretas é ignorar o arco completo de cada temporada. Assim como em grandes produções seriadas de entretenimento, como as disponíveis em plataformas de streaming como a Netflix ou no catálogo da Disney+, o público acompanha jornadas, reviravoltas e conflitos internos, e não somente explosões pontuais.

Confinamento e emoções à flor da pele

A comunicadora destacou ainda que o próprio formato de confinamento faz com que as emoções fiquem intensificadas. A pressão do jogo, as disputas por prêmios e a convivência forçada em um ambiente controlado funcionam como um amplificador de sentimentos que já existem.

De acordo com Galisteu, não é o reality que cria essas emoções do zero, mas o contexto fechado que as deixa mais visíveis para quem assiste. Essa combinação de vigilância contínua e convivência intensa transforma cada atitude em parte de uma grande narrativa coletiva – um retrato do tempo presente e do que a sociedade está vivendo.

Ao reforçar que os realities acompanham o momento social do país, Adriane Galisteu reposiciona o debate sobre BBB 26 e A Fazenda: em vez de uma simples disputa por audiência ou “quem tem mais treta”, ela propõe olhar para os programas como termômetros do comportamento atual.

Para quem acompanha o gênero e se interessa por discussões sobre mídia, comportamento e cultura pop, o discurso de Galisteu adiciona uma camada de interpretação que vai além da superfície, aproximando o reality show da ideia de entretenimento que também reflete — e tensiona — a vida real.

Para mais informações sobre formatos de entretenimento televisivo e sua relação com o público, é possível consultar conteúdos institucionais e educacionais em portais oficiais, como o Governo Federal e páginas de universidades públicas e privadas que estudam comunicação e cultura de massa.