Brasil sofre derrota em ação da Rumble contra Moraes nos EUA
Brasília, Quarta, 08 de julho de 2026
Justiça

Brasil sofre derrota em ação da Rumble contra Moraes nos EUA

Juíza da Flórida rejeita pedido do Brasil para encerrar o processo de imediato e amplia prazo para manifestação das empresas

Vorcaro recebeu Moraes e políticos para jantar
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Justiça dos Estados Unidos concedeu mais uma semana para que a Rumble e a Trump Media & Technology Group respondam ao pedido do governo brasileiro para extinguir a ação movida contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi proferida na terça-feira (7) pela juíza Mary Scriven, da Corte Federal da Flórida, que rejeitou a solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU) para encerrar o processo de imediato.

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O prazo inicial para a manifestação das empresas terminava na própria terça-feira. Com a decisão, elas terão mais sete dias para apresentar resposta à Corte.

No despacho, Scriven negou o pedido da Rumble e da Trump Media para alterar a ordem das manifestações processuais, mas acolheu o requerimento de prorrogação em caráter emergencial. A magistrada também afirmou que eventuais questionamentos sobre a legitimidade do Brasil para participar da ação poderão ser analisados quando as empresas apresentarem sua resposta ao pedido de extinção.

A AGU se opôs à prorrogação do prazo. O governo brasileiro sustentou que a urgência alegada pelas empresas foi criada por elas próprias, já que, desde 23 de junho, sabiam que precisariam responder ao pedido até 7 de julho. A defesa também argumentou que o feriado de 4 de Julho nos Estados Unidos não justificaria o adiamento e afirmou que a extensão do prazo retardaria a análise do pedido brasileiro para encerrar o processo.

Os advogados da União ainda citaram declarações públicas do advogado das empresas, Martin De Luca, para reforçar que a defesa teve tempo suficiente para preparar sua manifestação. Segundo a AGU, as companhias tentavam criar uma “urgência artificial” para adiar a resposta.

A ação foi apresentada pela Trump Media e pela Rumble contra Alexandre de Moraes na Justiça norte-americana. As empresas alegam que o ministro determinou de forma ilegal o bloqueio de perfis de residentes nos Estados Unidos em plataformas sediadas no país. Também afirmam que houve censura a conteúdos e discursos políticos de usuários alinhados à direita, entre eles o jornalista Allan dos Santos.

A Rumble é uma plataforma de compartilhamento de vídeos. Em fevereiro de 2025, Moraes determinou a suspensão do serviço no Brasil após apontar descumprimento de decisões judiciais brasileiras.

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