Bancos distribuem mais dividendos no Lula 3 do que nos 4 anos de Bolsonaro
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Economia

Bancos distribuem mais dividendos no Lula 3 do que nos 4 anos de Bolsonaro

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Por Redação

Os cinco maiores bancos de capital aberto do Brasil já distribuíram mais recursos aos acionistas no governo Lula III do que durante todo o mandato de Jair Bolsonaro (PL). Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Santander Brasil pagaram R$ 195,7 bilhões em dividendos e JCPs (juros sobre capital próprio) entre janeiro de 2023 e março de 2026.

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Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, o valor supera em 24,2% os R$ 157,5 bilhões distribuídos pelas mesmas instituições entre 2019 e 2022. A comparação considera apenas valores efetivamente creditados aos investidores, e não montantes anunciados ou aprovados pelas companhias.

O resultado foi impulsionado, de acordo com a consultoria, por um período de alta rentabilidade do sistema financeiro. Entre 2022 e 2025, os bancos foram beneficiados por juros elevados e registraram resultados recordes, o que ampliou a capacidade de remuneração aos acionistas.

“O crescimento dos pagamentos reflete não apenas resultados robustos, mas também a elevada capacidade dessas instituições de transformar lucro em retorno direto aos investidores”, declarou o CEO da Elos Ayta, Einar Rivero.

O ano de 2025 concentrou o maior volume de distribuições da série histórica analisada. Os cinco bancos desembolsaram R$ 85,3 bilhões em dividendos e JCPs, o maior patamar do período.

O principal destaque foi o Itaú Unibanco, que distribuiu R$ 48,9 bilhões apenas em 2025, valor equivalente a mais da metade do total pago pelo conjunto das instituições no ano. Desde 2019, o banco responde por 38,8% de todos os dividendos e JCPs do grupo analisado.

Entre as instituições avaliadas, o BTG Pactual registrou a maior expansão proporcional. Os pagamentos passaram de R$ 4,9 bilhões durante o governo Bolsonaro para R$ 12,3 bilhões entre 2023 e o primeiro trimestre de 2026, alta de 149,4%.

O Banco do Brasil elevou os desembolsos de R$ 33,5 bilhões para R$ 42,8 bilhões, crescimento de 27,9%. Já Santander Brasil e Bradesco registraram volumes inferiores aos observados no período anterior, embora a comparação ainda não contemple os três últimos trimestres de 2026.

O levantamento da Elos Ayta considerou os pagamentos realizados por Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Santander Brasil entre janeiro de 2019 e março de 2026, incluindo apenas dividendos e juros sobre capital próprio efetivamente pagos aos acionistas.

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