O programa ALive desta segunda-feira (06) abordou a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final, no domingo (05). Com o resultado, o Brasil acumula a sua 6ª eliminação consecutiva em fases de mata-mata de Mundiais e registra sua pior campanha desde 1990.
O revés também amplia o jejum da Seleção em Copas. O Brasil chegará a 2030 com 28 anos sem título mundial, o maior jejum desde a 1ª conquista, em 1958, na Suécia.
De acordo com o apresentador Claudio Dantas, a Seleção Brasileira sofre, além de interferência política e econômica, com influência da agenda woke. Para ele, o time atual é “produto” do “wokismo”. Como exemplo, ele citou a falta de atletas com “personalidade própria”, que não podem “ferir o ego de ninguém”.
“É o politicamente correto, isso é pura agenda woke”, afirmou Dantas. “Ele não pode falar nada, ele não pode falar mal da equipe, ele não pode falar mal do treinador, ele não pode fazer críticas, ele não pode fazer autocrítica, ele não pode fazer nada”.
“Os sujeitos são tão cercados de cláusulas, eles são tão bombardeados de política corporativa […] que ele perde a personalidade dele”, disse o jornalista, salientando que “é o wokeismo aplicado ao esporte”.
Ainda de acordo com o jornalista, a agenda woke “desconstrói as referências nacionais”, “destrói esse sentimento nacionalista, esse sentimento patriota, esse sentimento de amor pelo país, de amor pela nação”.
“Isso faz com que você fique permeável a justamente essa interferência globalista que faz com que a gente, através da imposição de agendas artificiais, a gente fique brigando entre nós mesmos”, afirmou.
“O Vinícius Júnior, se fosse um Romário, eu duvido, o técnico podia falar, não, Romário, dá a bola pro Bruno, pra ele bater. Ele fala assim: ‘O quê? Eu vou bater o pênalti, eu vou bancar'”, completou Dantas.
Já para a professora de filosofia e comentarista política, Bruna Torlay, o problema da agenda woke no esporte “é que a singularidade é banida”: “Onde não há singularidade não há autenticidade, onde não há autenticidade é um atleta de ponta entre aspas porque ele não vai trazer nenhum tipo de criatividade, porque ele não tem coragem de ser aquilo que ele é”.
“Isso é o que define a autenticidade, você ter coragem de ser o que você é, não que um contrato te manda, e esse é um ponto que está afetando os jogadores brasileiros”, afirmou.
Ainda de acordo com Torlay, está faltando testosterona e atitude aos jogadores da Seleção: “A gente vai continuar com essa frescura de ficar desfilando com um bolsinha e mostrando hidratante para o jornalista? Ou a gente vai jogar futebol?”.
“A gente vai ficar aí tão deslumbrado com a grana ou a gente vai tentar conciliar essa maravilha de estar nesse negócio sem perder a hombridade?”, indagou.
“Isso é algo que eles vão ter que pensar bastante, porque as críticas, claro, irão todas nessa direção. Sim, está faltando macho na seleção masculina de futebol”, completou a comentarista política.

