A ata do Copom diz: Lula e Haddad querem a Selic alta por mais tempo - Claudio Dantas
Brasília, Sábado, 27 de junho de 2026
Análises Críticas

A ata do Copom diz: Lula e Haddad querem a Selic alta por mais tempo

Haddad implora por juros altos por período mais prolongado
Haddad implora por juros altos por período mais prolongado

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Por Felipe Pontes

PhD em Contabilidade

A ata divulgada nesta terça-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) deixa claro que os juros elevados não são fruto de teimosia ou sabotagem da oposição, mas da real necessidade de conter os danos causados por Fernando Haddad e Lula. O Banco Central reconhece a melhora na inflação, mas alerta que o maior obstáculo para o corte de juros hoje é a desconfiança fiscal.

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Citando o “ambiente de expectativas desancoradas” Gabriel Galípolo e os demais diretores do Bacen apresentaram mais um diagnóstico duro para Haddad, Lula e os demais membros da trupe do Circo Econômico: sem credibilidade fiscal, não há espaço para afrouxar a política monetária:

Uma breve análise da Ata do Copom

A leitura da ata mostra um Banco Central forçado a manter a Selic elevada como resposta à deterioração fiscal (destruição das finanças públicas) do Brasil.

O Copom parece desconfortável, tendo que se justificar, mas não vê alternativa e passa um recado é direto ao Ministro da Fazenda Fernando Haddad e ao Presidente Lula: quanto menos previsível for o fiscal, se continuarem a gastança e a péssima gestão dos recursos públicos, mais dura será a política de juros no Brasil.

O Bacen está tentando ancorar expectativas que o governo desancora com promessas não cumpridas, como a trajetória da dívida pública que deverá fechar 2026 a 84% do PIB, contra o prometido de 76,54%.

PONTOS CENTRAIS DA ATA DO COPOM QUE MANTEVE A SELIC A 15%P

  1. O fiscal continua sendo o fator dominante sobre os juros

O Copom afirma que a política fiscal deve ser “contracíclica, previsível e crível”. A expansão de gastos e o aumento das incertezas sobre a dívida elevam a taxa neutra de juros, tornando a política monetária menos eficaz e forçando o Bacen a manter os juros altos por mais tempo.

  1. A promessa de dívida foi quebrada

O governo Lula prometeu encerrar o mandato com a dívida bruta em 76,5% do PIB. As projeções atuais indicam que ela pode ultrapassar 80% em 2026. Para o Copom, esse desvio:

  • Aumenta o risco-país;
  • dificulta o controle da inflação; e
  • adia qualquer perspectiva de corte de juros.
  1. Mercado de trabalho aquecido? No papel sim!

Apesar do desemprego baixo, o Copom reconhece queda na população ocupada, aumento da informalidade e redução na taxa de participação. Ou seja, o “aquecimento” do mercado de trabalho pode ser enganoso, mas, mesmo assim, o Bacen precisa tratá-lo como risco inflacionário.

  1. Atividade econômica desacelera, mas ainda não basta

O crescimento perdeu fôlego e o consumo das famílias enfraqueceu. O Copom enxerga isso como parte do ajuste necessário, mas não suficiente para permitir cortes de juros diante das incertezas fiscais.

Considerações finais sobre o porquê de ainda termos Selic a 15%

A inflação está melhorando, mas a confiança das pessoas não.
O maior risco não é externo, é o risco interno.
Enquanto houver dúvidas sobre o controle da dívida e dos gastos públicos, a Selic seguirá alta.

No fim das contas, na minha visão, o Banco Central está segurando os juros porque o governo ainda não segurou os gastos. E em ano eleitoral não devemos esperar de um governo que só sabe gastar desenfreadamente qualquer redução de gastos.

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