Marqueteiro de Temer confirma cota de Vorcaro em filme
Brasília, Quinta, 02 de julho de 2026
Política

Marqueteiro de Temer confirma cota de Vorcaro em filme

Após negar participação financeira ligada ao empresário, produtor afirma que fundo vinculado à família Vorcaro investiu R$ 1 milhão no documentário "963 Dias"

O documentário "963 Dias" retrata o período do governo Temer e tem estreia prevista para o fim de junho. Foto: Cesar Itiberê/PR

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O produtor executivo Elsinho Mouco afirmou nesta quinta-feira (14) que um fundo ligado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investiu R$ 1 milhão no documentário “963 Dias”, obra sobre o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). A declaração foi feita horas após o marqueteiro negar a existência de patrocínio.

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Segundo nota divulgada à imprensa, Mouco afirmou que optou inicialmente por não revelar os financiadores do projeto porque contratos de patrocínio podem conter cláusulas de confidencialidade. Após a repercussão do caso, porém, a equipe jurídica da produção decidiu divulgar as informações.

“Diante do noticiário recente, nosso jurídico entendeu que o interesse público deveria prevalecer sobre o sigilo”, afirmou.

De acordo com o produtor, o fundo Moriah Asset, vinculado à família Vorcaro, adquiriu uma cota de R$ 1 milhão no fim de 2023, quase três anos antes do lançamento previsto do documentário. Mouco afirmou ainda que o orçamento total do filme gira em torno de R$ 12 milhões e que nenhum patrocinador participou com mais de 10% do valor da produção.

O documentário “963 Dias” retrata o período do governo Temer e tem estreia prevista para o fim de junho.

A declaração ocorre em meio à repercussão de mensagens e áudios divulgados pelo The Intercept Brasil, que mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrando o empresário Daniel Vorcaro por pagamentos em atraso ligados ao financiamento do filme “Dark Horse”, projeto sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a reportagem, a produção teria orçamento estimado em R$ 134 milhões, dividido em 14 parcelas. O material também aponta que ao menos US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões — teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025.

Após a divulgação do caso, aliados de Flávio passaram a argumentar que o financiamento privado de produções audiovisuais não seria um caso isolado e citaram investimentos relacionados a obras sobre outros ex-presidentes.

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