Funcionários do BRB são alvos de operação contra lavagem de dinheiro
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
Justiça

Funcionários do BRB são alvos de operação contra lavagem de dinheiro

BRB apresenta até sexta plano para cobrir perdas com Master
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Por Redação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta manhã (07) a Operação Insider, que investiga a participação de funcionários do Banco de Brasília (BRB), um servidor público federal e empresários em um esquema de lavagem de dinheiro.

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Os alvos estão no Distrito Federal (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio financeiro proporcional ao valor das movimentações suspeitas, bloqueio de transferências de oito veículos de luxo e de um imóvel no DF.

Segundo a corporação, a operação de hoje não tem relação com o caso do Banco Master. As apurações começaram a partir de informações repassadas pelo próprio BRB, após a identificação de irregularidades em uma agência, incluindo operações suspeitas e falhas de compliance por parte de um gerente.

No curso da investigação, os agentes daa PCDF identificaram movimentações financeiras estimadas em R$ 15 milhões, com transferências entre pessoas físicas e jurídicas. A polícia aponta uso intensivo de dinheiro em espécie, indícios de ocultação patrimonial por meio da compra de veículos de alto valor e circulação fracionada de recursos.

Parte dos valores teria origem em fraude eletrônica contra empresas privadas. Os recursos já foram bloqueados no BRB. O caso também apura possíveis irregularidades em operações estruturadas da BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários).

Foi identificado durante a investigação que um funcionário do BRB, responsável pela intermediação de carteiras de ativos, teria participado da venda de 3 carteiras que somam mais de R$ 60 milhões. As operações ocorreram em sequência e, segundo a apuração, o servidor teria recebido percentual do negócio. O valor é considerado incompatível com a renda declarada.

A ação desta quinta investiga suspeitas de “corrupção”, “organização criminosa” e “lavagem de dinheiro”, com pena que pode chegar a 30 anos de prisão.

Em nota, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que a operação decorre de investigação iniciada pelo próprio BRB, após auditoria interna: “Desde a identificação das irregularidades, todas as informações foram encaminhadas às autoridades competentes para apuração rigorosa dos fatos. Não haverá complacência com qualquer desvio de conduta dentro da instituição”.

A ação de hoje é realizada em conjunto com a Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCor), a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (PRODEP/MPDFT) e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (DRCI/PCERJ).

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