BC: Uso do rotativo do cartão soma R$ 109,6 bilhões no 1º trimestre
Brasília, Quarta, 24 de junho de 2026
Economia

BC: Uso do rotativo do cartão soma R$ 109,6 bilhões no 1º trimestre

Cerca de 40 milhões de brasileiros têm dívida no rotativo

Juros do rotativo do cartão chegam a 436% ao ano
Foto: Agência Brasil

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Por Redação

O uso do cartão de crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do sistema financeiro, somou R$ 109,65 bilhões no 1º trimestre deste ano. Os dados foram divulgado pelo Banco Central (BC) na manhã desta segunda-feira (27).

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O volume representa alta de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as concessões dessa modalidade totalizaram R$ 99,9 bilhões.

A modalidade é apontada como um dos principais fatores do endividamento das famílias no país. Em março, a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito chegou a 428,3% ao ano.

Segundo o BC, 101 milhões de pessoas no Brasil possuem cartão de crédito, quase metade da população. Dados da autoridade monetária indicam ainda que cerca de 40 milhões de brasileiros estavam com dívida no rotativo em janeiro deste ano.

Com juros elevados, a inadimplência nessa linha também chama atenção. O índice atingiu 63,5%, o que significa que mais de R$ 60 em cada R$ 100 emprestados não foram pagos.

O rotativo é acionado quando o consumidor não quita o valor total da fatura até o vencimento. Especialistas alertam que a modalidade deve ser evitada, com recomendação de pagamento integral da fatura sempre que possível.

Em janeiro de 2024, Congresso e governo aprovaram um limite para o endividamento no cartão de crédito rotativo. Desde então, a dívida não pode ultrapassar o dobro do valor original. Se o débito for de R$ 100, por exemplo, o total com juros e encargos não pode exceder R$ 200.

No mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o uso do rotativo e de outras linhas emergenciais como parte da renda dos consumidores é um problema estrutural e precisa de revisão.

“Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele”, disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Segundo ele, o objetivo é estruturar alternativas de crédito mais saudáveis e adequadas ao perfil dos consumidores.

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