O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Tadeu Alencar (PSB), anunciou nesta terça-feira (21) que deixará o cargo apenas 18 dias após ser nomeado pelo presidente Lula (PT).
Em publicação nas redes sociais, o agora ex-ministro atribuiu a decisão a divergências internas no PSB, que teriam se intensificado após sua indicação para a Esplanada. Segundo ele, o cenário passou a gerar “tensões indesejáveis” dentro da legenda, hoje presidida pelo prefeito do Recife, João Campos.
Alencar afirmou que não se sente confortável em permanecer no posto diante do desgaste político interno, ainda que a nomeação represente, segundo ele, uma “honra para qualquer servidor de carreira”. No texto, destacou ainda que a continuidade no cargo acabava alimentando disputas que fogem ao seu controle.
O ex-ministro também fez críticas à condução da política partidária baseada em disputas pessoais, defendendo que a atuação pública deve ser guiada por projetos e não por “personalismos”. Ele ressaltou que não participou de articulações para assumir a função e que sua trajetória no governo sempre esteve ligada ao serviço público.
Antes de chefiar a pasta, Alencar atuava como secretário-executivo do próprio ministério e chegou ao cargo após mudanças internas na equipe econômica e ministerial do governo. Sua saída ocorre no contexto de uma nova reorganização da área, que já havia sido ocupada anteriormente por Márcio França (PSB), atualmente cotado para disputar o Senado por São Paulo.
Com a vacância, a expectativa no governo é de que o presidente Lula nomeie Paulo Henrique Pereira, ex-secretário nacional do Consumidor, para comandar a pasta. O nome teria apoio de setores do PSB, incluindo aliados da direção partidária.
Ao encerrar a manifestação, Alencar afirmou deixar o cargo “de cabeça erguida” e reforçou compromisso com o projeto político do governo. Ele ainda fez referência histórica ao PSB e suas lideranças, defendendo a necessidade de unidade interna e foco em pautas nacionais.
