O delegado Marcelo Ivo de Carvalho, da Polícia Federal (PF), que foi expulso recentemente dos EUA, usava um carro com “placa fria” quando matou um vigilante atropelado em uma rodovia no interior de São Paulo, em 2016. A revelação foi feita pelo jornalista Claudio Dantas no programa ALive de hoje (22).
Na ocasião do acidente, Ivo de Carvalho dirigia alcoolizado e estava com a carteira de motorista vencida havia mais de 1 ano. Ele usava ummercedes-benz com a placa “FBC-0157”, como registrado por diversas reportagens na ocasião. Em recurso enviado por sua defesa ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e obtido com exclusividade por este site, a placa associada ao veículo é “FX0-5024”.
O pedido do delegado da PF ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para tentar trancar uma ação penal relacionada ao atropelamento, foi indeferida pela Sexta Turma da Corte, em novembro de 2019. Quase 1 ano depois, em setembro de 2020, Marcelo Ivo foi absolvido pela Justiça de São Paulo, após ressarcir a família da vítima por danos materiais e morais. Francisco Lopes da Silva Neto, o vigilante assassinado, era casado e tinha duas filhas.
Consulta ao sistema do Detran mostra que a placa usada pelo delegado na ocasião, diferente da que constava no CRV do veículo, está vinculada a um Honda Civic, modelo 2019. Ou seja, nem existia em 2016, quando do acidente. “Placas frias” só podem ser usadas pela PF em operações de inteligência, o que não se enquadra no caso.
Placa real do veículo usado pelo delegado da PF:

Placa usada no dia do acidente:

Foto do acidente e a placa fria utilizada:

