BRB faz assembleia de acionistas para votar aumento de capital
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

BRB faz assembleia de acionistas para votar aumento de capital

Medida ocorre em paralelo a acordo para venda de ativos ligados ao Banco Master

BRB
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Por Redação

O Banco de Brasília (BRB) iniciou há pouco assembleia geral extraordinária de acionistas para aprovar aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões. A operação prevê a emissão de até 1 bilhão de ações ordinárias e 561 milhões de ações preferenciais.

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A subscrição mínima é de R$ 536 milhões. Atualmente, em meio ao caso Master, o capital social do banco é de R$ 2,344 bilhões. No cenário mínimo, subiria para R$ 2,88 bilhões. No máximo, pode alcançar R$ 11,161 bilhões.

A oferta será feita por subscrição privada, restrita a acionistas já integrantes da base do banco.

Segundo a instituição, os recursos serão destinados “ao reforço do patrimônio líquido e do patrimônio de referência da companhia, com o objetivo de manter os índices de capitalização regulamentares e seu enquadramento prudencial.”

O BRB ainda aguarda um aporte do governo do Distrito Federal, controlador do banco. O presidente da instituição, Nelson de Souza, afirmou que a capitalização será concluída até 30 de maio, antes do prazo de 180 dias fixado pelo Banco Central, que termina em 5 de agosto.

A operação ocorre em paralelo ao acordo firmado com a Quadra Capital, anunciado na segunda-feira (20), para transferir ativos de origem no Banco Master, avaliados em R$ 15 bilhões, para um fundo de investimento.

O objetivo é ampliar a liquidez do banco, que vem vendendo carteiras de crédito. O acordo prevê pagamento inicial entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões. Uma segunda parcela, estimada entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será composta por cotas do fundo e monetização dos ativos. O valor final depende do aporte do governo do DF.

A operação inclui a criação de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) para absorver ativos oriundos do Master, como ações da Oncoclínicas e da Ambipar, além de carteiras do Credcesta.

Por se tratar de operação voltada à liquidez, não há necessidade de aprovação do Banco Central, embora o órgão acompanhe o processo e possa se manifestar.

De acordo com o BRB, o acordo “visa à alienação dos referidos ativos com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação do banco.”

Mais cedo (22), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o governo seguirá adotando medidas para consolidar o processo.

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