Trump fala em ataques “maiores e mais fortes” se acordo com Irã falhar
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Trump fala em ataques “maiores e mais fortes” se acordo com Irã falhar

Presidente dos EUA mantém forças armadas no Oriente Médio

Photo: White House

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as forças militares norte-americanas posicionadas perto do Irã permanecerão na área até alcançar um “acordo real” com o regime dos aiatolás. A declaração foi feita na madrugada de hoje (08) nas redes sociais.

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Mesmo afirmando que é “altamente improvável” que o acordo de cessar-fogo fracasse, Trump falou em golpes “maiores, melhores e mais fortes” contra o Irã.

“Todos os navios, aeronaves e efetivos militares dos Estados Unidos, com munição adicional, armamento e qualquer outro elemento apropriado e necessário para a perseguição letal e destruição de um inimigo já substancialmente degradado, permanecerão em sua posição em e perto do Irã até o momento em que se cumpra plenamente o ACORDO REAL alcançado”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.

Os dois países concordaram na última terça (07) com um cessar-fogo de 2 semanas. Uma reunião entre representantes do Irã e dos EUA está marcada para amanhã (10), em Islamabad, no Paquistão, para tentar avançar em um acordo definitivo de paz no Oriente Médio.

“Enquanto isso, nosso grande exército está se reabastecendo e descansando, aguardando, de fato, sua próxima conquista”, escreveu Trump.

O presidente americano afirmou que o objetivo do acordo com o Irã é impedir o desenvolvimento de armas nucleares e garantir que o Estreito de Ormuz, rota estratégica do petróleo mundial, permaneça aberto e seguro. “AMÉRICA ESTÁ DE VOLTA!”, completou o republicano.

Nesta tarde (09), o chefe do programa nuclear do Irã, Mohammad Eslami, afirmou que não deixará de enriquecer urânio, uma das exigências dos EUA para encerrar a guerra. Disse ainda que o governo norte-americano tenta “satisfazer a si mesmo e aos sionistas”.

Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que os ataques de Israel ao Líbano violam o cessar-fogo firmado com os EUA e podem comprometer as negociações. As ofensivas israelenses têm como alvo o Hezbollah, aliado de Teerã.

Pezeshkian afirmou que o país não aceitará a continuidade das ações no Líbano e indicou risco de abandonar as tratativas.

A declaração ocorre 1 dia após Israel realizar o maior ataque ao território libanês desde o início da guerra. As ações de Israel acontecem em meio à trégua entre EUA e Irã, que não inclui o Líbano, de acordo com o premiê israelense Benjamin Netanyahu e o presidente Donald Trump.

Ontem (08), Teerã já havia ameaçado romper o cessar-fogo e voltou a fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

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