A Polícia Federal colheu depoimentos de funcionários do Banco de Brasília (BRB) no inquérito que investiga o caso envolvendo o Banco Master. Os servidores relataram que os problemas identificados pelo Banco Central do Brasil já haviam sido apontados internamente e indicaram sinais de fraude intencional na operação, segundo o G1.
Os depoentes foram ouvidos como testemunhas sobre a auditoria interna que identificou falhas na compra de carteiras de crédito.
Eles eram subordinados ao então diretor de Finanças e Controladoria, Dario Oswaldo de Garcia Junior, que deixou o cargo após o caso.
Segundo os relatos, mecanismos de controle e compliance foram recomendados, mas não aplicados. A avaliação dos investigadores é que isso enfraquece a hipótese de erro e reforça a linha de apuração sobre fraude.
A PF já ouviu o ex-diretor no inquérito. Ele afirmou não ter conhecimento detalhado sobre a operação de cerca de R$ 12 bilhões, relacionada à compra de carteiras sem lastro do Banco Master.
Também declarou não entender como o BRB adquiriu volume elevado de créditos considerados problemáticos.
Após a revelação do caso, o banco promoveu troca na diretoria.
A defesa de Dario Oswaldo de Garcia Junior foi procurada, mas não se manifestou até a última atualização.
O ex-diretor foi afastado do cargo por decisão da Justiça Federal do Distrito Federal.
Na decisão, o juiz Ricardo Leite apontou indícios de gestão fraudulenta e possível associação criminosa.
O magistrado citou a existência de documentos como contratos e comprovantes falsos relacionados às carteiras de crédito.
O caso teve início na primeira instância e posteriormente foi encaminhado ao STF.
